Fernando Zara

Tudo sobre o mundo vertical!

Eu vejo o tempo todo pessoas utilizando uma ou duas Daisy conectadas ao seu cinto cadeirinha ou a pontos de ancoragens, e sendo utilizadas de forma perigosamente errada.

Vamos ser claros:

As Daisy foram projetadas somente para suportar o peso corporal.

Em situações prováveis de queda em escalada ou serviços em altura a corda (dinâmica) deve ser  SEMPRE o equipamento utilizado, por ser projetada para absorver e a força produzida de uma quedas.

Se você utilizou uma fita (Daisy) para se proteger de uma queda se colocou em perigo por utilizar um sistema que não absorve choque com eficiência.

Você deve evitar que o impacto produzido em caso de uma queda seja transmitido ao seu corpo.

As Daisy (fitas) não possuem a capacidade de esticar, o que significa que elas não absorvem a energia produzida. Isso aumenta a carga sobre a ancoragem, e sobre seu corpo o que na melhor das hipóteses pode ficar somente dolorido.

As Daisy Chains possuem comprimento variável, e foram projetadas para suportar o peso corporal SOMENTE.

Elas não foram projetadas para suportar quedas.

Uso incorreto da Daisy Chain

O uso inadequado das Daisy Chains pode causar cargas de choque graves.

Quando você estiver conectado a um sistema de ancoragem nunca subir acima desse sistema utilizado sistema estático (ilustração).

No caso de uma queda, a Daisy não vai absorver a força produzida, resultando em uma carga severa de choque para todas as partes do sistema. Isto pode potencialmente feri-lo e pode até causar a ruptura do sistema.

 

Uso incorreto

Uso correto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Outro perigo no uso das Daisy é no momento de utilizar suas conexão para encurtar o sistema, utilize sempre outro mosquetão em conjunto com os loops da Daisy.

Quando você clipa somente o loop da Daisy ao mosquetão principal o sistema fica muito fraco.

Ao lado a cima está um vídeo que mostra alguns dos perigos.

NUNCA clipe um mosquetão em mais de um loop de cada vez.

 

 

Kolin Powick (KP) é um engenheiro mecânico vindo de Calgary, no Canadá. Ele tem quase 20 anos de experiência na área de engenharia e foi Diretor da Black Diamond de Qualidade Global desde 2002. Kolin supervisiona os testes de todos os equipamentos Black Diamond é da fase de protótipo através de amostragem aleatória de produção.

Fonte: http://www.blackdiamondequipment.com

 

 

 

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ARTIGO POR: Fernando Zara EM novembro - 20 - 2011 Artigos Técnicos

Fitas de Nylon e Dynex

 

Os teste foram feitos em laboratório da Black Diamond para verificar a resistência de fitas de Nylon e Dynex quando molhadas.

Em uma escalada de final de tarde um engenheiro da Black Diamond ficou intrigado depois que seu parceiro de escalada se mostrou preocupado com o fato das fitas estarem molhadas depois de terem tomado uma chuva quando ja estavam na perede.

O quanto a agua afeta a resistência dos materiais utilizados na fabricação das fitas…

 

Teste

 

As pessoas dizem para usar na neve Dynex porque não absorve água, assim sendo as  fitas de Nylon são mais afetadas do que as fitas de Dynex?

 

Dynex

 

As fitas e os mosquetões produzidos pela Black Diamond são classificados para 22 kN (4.946 lbf).

 

Nylon

 

No dia seguinte, em seu laboratório ele testou 10 fitas de Nylon e 10 fitas de Dynex.

 

Após as fitas ficarem de molho na agua por um período de 24 horas, os testes foram feitos em configuração padrão para ensaios de tração CE (algo que ele faz quase que diariamente).

 

Todas as amostras quebraram durante os teste, o que é típico e esperado.

 

Aqui estão os resultados:

 

Resultado dos testes

 

As fitas de Dynex não parecem ser afetadas quando molhadas, o que era de se esperar, já as fitas de nylon, mostram que ocorre uma redução de 10% na força quando molhadas. Uma ligeira diminuição na força? Na verdade não. A força desses materiais, mesmo molhados ou secos, estão acima da classificação do produto.

 

Conclusão:

As fitas são bastante fortes tanto secas ou molhadas, assim, mesmo se o meu parceiro de escalada  levasse uma queda com o equipamento molhado, ele ficaria bem.

 

Nota: Se suas fitas ficarem molhados, nunca secar diretamente sobre a luz solar direta. Isso acelera a degradação do material e uma potencial diminuição na força.

Quanto?

Uma fita seca e degradada pela luz solar rompeu em teste com cerca de 11 kN, algumas chegaram a romper com apenas 5 kN.

 

Fonte: www.bdel.com

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ARTIGO POR: Fernando Zara EM outubro - 26 - 2011 Artigos Técnicos

Equipamentos

Os mosquetões estão para a escalada assim como o tênis está para o atletismo. É um dos equipamentos fundamentais dessa prática esportiva e, pelo menos no âmbito quantitativo, de longe o mais utilizado.
O desenvolvimento do montanhismo nos últimos anos abriu a possibilidade para que alguns fabricantes pudessem investir no desenvolvimento de novos produtos. Com isso o mercado acabou ganhando muitos modelos de materiais, principalmente mosquetão.

A intenção dos fabricantes sempre foi das melhores, oferecer um equipamento adequado para cada tipo de escalador, de escalada e de situação. No entanto, os consumidores, principalmente os menos experientes, têm adquirido alguns equipamentos sem questionar a real necessidade e as exigências das situações de uso.

Tenho visto com certa apreensão o uso indevido desses materiais, mesmo nos ditos cursos de escaladas ministradas pelas empresas (ou clubes) e assistidos pelos guias e instrutores (supostamente credenciados).

Quando se pretende adquirir um material, a pergunta fundamental não deve ser – qual dos modelos é o mais bonitinho para estar no meu gear rack? Ou qual dos modelos ainda não tem na minha coleção?

Deve sim se questionar – Qual o uso que pretendo fazer com eles e para que situação o equipamento foi projetado?

Até o surgimento do escalada esportiva, a queda de um escalador não era uma coisa tão freqüente. Os equipamentos eram projetados para serem possantes (apesar de o padrão vigente ser UIAA e os sistemas de controle de qualidade muito menos sofisticados do que os atuais) e utilizados nas montanhas, onde o ambiente é de longe muito mais agressivo do que os daqueles encontrados nos rock gims e paredes modulares preparados para escalada.
Com o surgimento de escalada esportiva, mesmo nos ambientes naturais, os equipamentos passaram a ser submetidos a impactos de repetidas quedas de pequena dimensão. Um mosquetão utilizado por um escalador esportivo de alto nível pode ser solicitado em centenas de quedas antes de ser aposentado.

Equipamentos

Também o desenvolvimento de escaladas alpinas fez com que surgissem materiais cada vez mais leves, conceito logo incorporado pelo mercado.

Mais ou menos na virada de década de 80 para 90 surgiu no mercado uma leva de mosquetões classificados como light weight, de perfil fino e peso inferior a 50g. Esses materiais foram muito questionados devido a sua fragilidade e muitos deles tiveram a produção interrompida.

Hoje não restam muitos deles, mas ainda são utilizados por alguns escaladores de ponta para escaladas alpinas. O fato de serem mais leves contribui para a melhoria do rendimento técnico da escalada.

Oval Wire

 

 

 

 

Livewire

 

 

Um material mais possante que, no entanto consegue ser leve o suficiente para serem classificados nessa mesma categoria são os mosquetões com gatilho de arame.
Os materiais de projeto bom, pelo menos no sentido longitudinal, conseguem ser até mais fortes do que os modelos convencionais equivalentes. Isso acontece por que esse tipo de projeto conseguiu eliminar ou reforçar alguns pontos de fraqueza como o nariz do mosquetão, além de distribuir a carga de inserção do gatilho em dois furos. Existem modelos que utilizam esse tipo de gatilho no corpo de mosquetão convencional (apenas trocam o gatilho), apenas para reduzir o peso. Obviamente nesses casos os modelos resultantes não possuem nenhuma vantagem estrutural.
Uma coisa muito importante que se deve saber é que não importa o tipo do mosquetão, esses equipamentos foram projetados para sofrerem esforços de tração longitudinal (paralelo ao eixo maior). Nenhum modelo disponível no mercado foi projetado para sofrer tração radial ou transversal. Também deve se tomar cuidado para não submetê-los a flexão ou torção.

Tipos de mosquetões de acordo com o formato:

 

 

Positron

D SIMÉTRICO E ASSIMÉTRICO: São mosquetões basicamente utilizados para costuras de proteção. Possui grande resistência quando submetido à carga longitudinal, o que os torna ideais para esse uso. Deve-se ter em mente que todos os mosquetões conectados nos grampos em P devem ser virados (Flip). Esse procedimento se estende para todos os mosquetões assimétricos clipados em qualquer tipo de proteção fixa.

 

 

Positron Bent

GATILHO CURVO (BENT GATE): São basicamente os corpos dos mosquetões em D assimétricos equipados com gatilhos curvos para maior abertura e facilidade de uso. Utilizados única e exclusivamente como mosquetão inferior de quickdraw, serve apenas para passar a corda. Nunca devem ser utilizados diretamente nos pontos de costura. Devem também ser presos na fita de modo que fiquem sempre posicionados com a abertura para baixo. Isso é especialmente importante, pois esses mosquetões podem se posicionar atravessados (transversalmente) quando em uso.

 

 

Oval

OVAL: São os modelos largamente utilizados para Bigwalls e também são os ideais para a montagem do Six Carabiners Brake. Isso ocorre devido ao fato destes mosquetões não apresentarem a tendência de deriva e com isso serem ideais para diferentes funções como para carregar equipamentos, montagem de parada complexa, organização de materiais, etc. A grande desvantagem é o peso relativamente elevado (em torno de 60g). Não se aconselha para o uso em costuras de proteção nos locais de potencialidade de quedas grandes e/ou de fator elevado. Podem ser empregados na montagem de parada, desde que se utilizem dois deles invertidos.

Os mosquetões desenhados para serem utilizados em locais ou situações vitais para a segurança do escalador ou da cordada, possuem dispositivo que trava o gatilho de abertura na posição fechada para se ter à certeza de que não vão abrir acidentalmente. Existem diferentes tipos de travas, sendo três as grandes categorias: Rosca, Baioneta e Automática.

Cada uma dessas categorias possui algumas particularidades:

 

 

Vaporlock

ROSCA: Qualquer escalador que esteja nesse meio por mais de dez anos já deparou com situações em que a rosca travava e o trabalho de desemperrar era bem complicado. Acredito que muitos desses escaladores têm reparado que nos modelos novos, pelo menos de alguns fabricantes, isso é muito difícil de ocorrer.
O travamento clássico acontece principalmente por que a rosca (jaqueta) da trava avança por sobre o nariz do mosquetão e fica emperrado. Todos os mosquetões deformam, mesmo com pouca carga. É relativamente comum a jaqueta da rosca avançar até encostar-se ao corpo do mosquetão (nariz) quando está carregado e, na hora de solta-lo, numa situação sem carga, a deformação desaparece e a jaqueta fica encavalada sobre o nariz do mosquetão.
Os melhores modelos de hoje possui um anel limitador de rosca tanto na posição superior quanto inferior. Isso faz com que esses modelos sofram menos problemas de emperramento.

BAIONETA: Muita gente confunde a trava baioneta com automática. A trava baioneta, ainda que possua um sistema de travamento assistido por uma mola, o acionamento é manual. Isso quer dizer que você possui a opção de mante-lo na posição destravada se isso fizer necessário. Esse tipo de trava ainda não é muito comum. São ideais para auto-fixação, nas operações comerciais e táticos de operações como tirolesas e eventualmente para ministrar segurança com aparelhos como ATC e Gri-Gri.

 

 

Rocklock Twistlock

AUTOMÁTICA: São as travas que, quando o gatilho fecha, automaticamente ficam travados. Esse tipo de trava já foi à causa de acidentes. Alguns fabricantes produzem mosquetões com trava automática com um segundo estágio de acionamento manual tipo baioneta. Esse segundo tipo é considerado muito seguro e muito empregado nos cursos e instruções. É relativamente comum ver esses materiais sendo empregados como mosquetão para conectar no aparelho de segurança.

Quanto ao formato, os mosquetões de trava podem ser diferenciados em convencionais HMS e D de grande dimensão:

 

 

Positron Screwgate

CONVENCIONAL: São mosquetões em D (simétrico ou não) com trava de segurança. Largamente utilizado como mosquetão do auto-seguro. Podem ser utilizados também nos pontos de costuras vitais em escaladas de grande complexidade (alpina, bigwall, etc) e para costurar os parafusos de gelo (ice screw).

 

 

Minipearbiner

HMS: No Brasil é também conhecido como Mosquetão Pêra, devido ao seu formato. Em termos de projeto, não é o melhor modelo estrutural. No entanto o seu formato facilita o manejo quando empregado em certas situações como ponto central de uma parada. Não são mosquetões ideais para ministrar segurança, exceto com equipamentos na forma de tubos ou placas (ATC, Tuber, plaquetas, etc), pois se podem empregar dois mosquetões para conectar a corda.

 

 

Rocklock Screwgate

D de GRANDE DIMENSÃO: Possuem formato assimétrico em D e com maior dimensão do que os convencionais. São fortes no sentido estruturado que os torna ideais para conectar a cadeirinha em aparelhos de segurança e rapel.

BD-Gridlock-Screwgate-Biner

Com design revolucionário, a Black Diamond projetou especificamente para ministrar segurança o mosquetão Gridlock. O gatilho possui uma haste interna que mantém o mosquetão sempre posicionado no loop da cadeirinha.

Veja Também:

Lanternas para uso Recreacional, Esportivo e Profissional

Fonte: Makoto Ishibe
www.nozica.com.br

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ARTIGO POR: Fernando Zara EM fevereiro - 19 - 2010 Artigos Técnicos

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