Fernando Zara

Tudo sobre o mundo vertical!

Vista do Itaguré para os Marins

A Serra da Mantiqueira (do Tupi, Montanha que chora) é perfeita para travessias de apenas um dia ou mais, fáceis ou difíceis. São vários os roteiros possíveis, que apenas dependem do tempo disponível e do preparo físico do interessado.
Situadas na divisa com Minas Gerais, ambas pertencem a São Paulo: Marins com 2420 m com encostas íngremes esta localizado na região de Piquete (SP) e Itaguaré 2305 m com seus picos pontiagudos na região de Cruzeiro (SP).
A travessia pode ser feita em um dia de caminhada forte (light and fast), mais o ideal são três dias para que se consiga aproveitar toda a beleza que a região oferece.
Existem poucos pontos de água para reabastecimento, um deles é na base dos Marins, mais existem duvidas quanto à qualidade da água, vale à pena levar um peso extra de água e não esqueça o hidrosteril!
O sentido normal para iniciar a caminhada é saindo do morro do careca, em Piquete, a subida da trilha é suave com alguns trechos mais inclinados e sinalizados com pedras (Totens) em boa parte do caminho. Saindo bem cedo é possível subir ao cume dos Marins e retornar ao final do dia.

Se estiver mesmo interessado na travessia existem algumas opções para a primeira noite se estiver indo no sentido Marins – Itaguare:

1 – Na base dos Marins existem bons lugares para barraca, monte, e aproveite pra fazer cume e ver o por do Sol, leve lanterna pra evitar ficar na roubada. No dia seguinte é só seguir a trilha sentido pedra redonda.

2 – Monte acampamento no cume e aproveite a vista, com céu aberto é possível avistar a Pedra Redonda e Pedra da Mina, e durante a noite a vista de nove cidades do Vale do Paraíba é imperdível. Acorde cedo à caminhada do dia seguinte é puxada.

Foto: Fernando Zara

A trilha que segue sentido Pedra Redonda e Itaguaré está repleta de desafios, desde o capim alto a trepa pedras intermináveis, fiquem atentos água somente na base do Itaguaré.
A trilha segue pela crista, com descidas e subidas fortes então fique atento pra não sair varando a mata, uma boa é ir localizando as poucas marcações existentes (Totens) e ficar atento a direção que precisa seguir.
O próximo acampamento é na base do Itaguaré. Local escolhido, barraca montada, não deixe de fazer o cume do Itaguaré e curtir o por do sol.
A descida da trilha ate a estrada é bastante acidentada, muito cuidado! Ah! Não se esqueça de combinar o resgate com alguém no ponto final.

Itaguaré

Eu particularmente prefiro iniciar a travessia pelo Itaguaré, gosto mais do visual que fica o tempo todo a minha frente. Outra possibilidade quando se esta em grupos maiores é a divisão em dois grupos, um grupo inicia pelo Marins e outro pelo Itaguaré, e quando os grupos se cruzarem, o que normalmente acontece na pedra redonda, troque as chaves dos carros, assim o grupo que começou pelos Marins usa o carro pra retornar de quem começou pelo Itaguaré.
A melhor época pra fazer a travessia é entre os meses de Abril e Agosto, sendo Junho e Julho os mais frios.

Seguem algumas sugestões de materiais e alimentos.

01 – Mochila 65 l. (no mínimo).
01 – Mochila de 20 l pra deixar uma roupa extra no carro para o retorno.
01 – Barraca, se a barraca não for sua é indicado que você se familiarize com a montagem antes de ir para campo aproveitando pra verificar o estado geral de todas as partes (sobre teto, corpo da barraca, varetas e specks).
01 – Isolante térmico, de preferência aos de células fechadas, os infláveis não são indicados para uso em baixas temperaturas. Se preferir leve um inflável com dimensões menores para ser usado em baixo de um de célula fechada, aumentando seu conforto.
01 – Saco de dormir para temperaturas mais baixas, fique atento ao peso e volume, ele não pode ser o responsável por ocupar todo espaço de sua mochila.
01 – Fogareiro (fósforo, combustível, espiriteira não é indicada).
01 – Kit de panelas com 02 panelas pequenas, 01 panela grande e 01 frigideira (talheres, canivete, abridor de lata, prato, caneca, tabua para corte, utensilhos de cozinha, etc).
01 – Bastão de caminhada (opcional).
03 – Lanternas de cabeça com pilhas novas.
01 – Garrafa térmica. (pequena opcional).
01 – hidrosteril (purificador de água).
01 – Protetor solar.
01 – Óculos de sol.
01 – Boné/chapéu.
01 – Kit de primeiros socorros.

Vestuário

Leve em conta a época do ano antes de escolher suas roupas, Junho e Julho são os meses mais frios.
Pense em levar um kit de roupas exclusivamente para dormir, levanto em conta a capacidade de seu saco de dormir e o tipo de isolante.
Uma forma bastante eficiente de pensar em quais roupas levar é analisar as funções que cada peça vai exercer dentro da composição.

• Roupas de nível base (base layer), roupas que ficam em contato direto com a pele, de preferência a tecidos sintéticos que ajudam a evaporar o suor durante a caminhada, evite roupas de algodão.

• Roupas de segundo nível (second layer), roupas que atuam no isolamento térmico (Fleece).

• Roupas para o isolamento e confinamento (Shell), ideal que seja leve, impermeável e transpirável, podem ser usada como abrigo da chuva e que funcionam como nível de confinamento em condições mais frias, porém não extremas.

• Não se esqueça dos extremos (cabeça, mãos e pés), a perda de calor é grande por essas partes do corpo.

Alimentos.

Antes de pensar o que levar de comida, defina quantos cafés da manhã, quantos lanches de trilha e jantares ira realizar durante sua travessia, ai depois, comece a pensar no que levar e as quantidades.
Fuja do “MIOJO”, com um pouco de imaginação é possível realizar verdadeiras obras de arte durante as refeições de campo, na internet você encontra receitas interessantes e praticas.

Algumas dicas:

Café da manhã
- Sucrilhos, granola, pães, geléias, manteiga, achocolatado, queijos, bolachas, leite em pó, farinha de trigo, etc.

- Fermento “químico” gosta de água fria e sossego, ideal para panquecas.
- Fermento “biológico” gosta de água morna e agito, e precisa de um pouquinho de sal e açúcar para acordar, ideal para pães e pizza.

Panqueca doce para 03 pessoas.

Ingredientes: um terço do pacote de farinha de trigo, quatro colheres de sopa de leite em pó, uma colher de sopa de fermento químico, uma colher de sopa de manteiga, água e meia colher de sopa de baunilha.

Recheio: mel, frutas, canela, queijo, etc.

Preparo: misture todos os ingredientes na panela e misture água aos poucos. Derreta manteiga na frigideira e coloque o equivalente a uma concha pra fritar, vá checando com a espátula e quando a massa estiver dourada, vire-a para assar do outro lado.

Lanche de trilha.
Pão sírio, salame, frutas secas (mix), suco tipo tang., bolacha, banana passa, atum, trigo para tabule, tomate, cebola, etc.

Jantar.
Macarrão, arroz, purê de batata, calabresa, cebola, azeite, lentilhas, kit tempero, etc.

O momento da cozinha é ideal para aquela confraternização entre os participantes da expedição, e senta que la vem historia…

Em longas caminhadas procure se alimentar de maneira adequada levando alimentos que consigam repor sua energia, garantindo a boa recuperação do organismo após um dia de caminhada.

NDR – Não Deixe Rastro

Uma das preocupações que todo praticante de atividades ao ar livre em áreas remotas deve ter é com relação aos restos dos alimentos produzidos, embalagens e principalmente com relação a suas necessidades.

Na hora das refeições (principalmente do jantar) muitas vezes produzimos mais do que necessitamos para nos alimentar e o resultado são panelas repletas de alimentos ou mesmo sobras de cascas que foram utilizadas na preparação, não jogue a sobra no ambiente o ideal é ter em mãos um recipiente (pode de Tody) para armazenas os restos assim no retorno você consegue dar um destino adequado as sobras produzidas.

Faça suas necessidades uns 50m no mínimo de cursos de água e trilhas em caso do numero dois faça um buraco com uns 15 cm de profundidade e enterre, “NUNCA” enterre o papel caso use, traga-o de volta, parece estranho mais importantíssima essa pratica, agora se lembre ter um recipiente para armazenar de forma adequada esse papel.

Dicas de mínimo impacto http://www.pegaleve.org.br

1 – Planeje sua viagem.
2 – Você é o responsável pela sua segurança.
3 – Cuide das trilhas e dos locais de acampamentos.
4 – Traga seu lixo de volta.
5 – Deixe cada coisa em seu lugar.
6 – Evite fazer fogueiras.
7 – Respeite os animais e as plantas.
8 – Seja cortes com outros visitantes e com a população local.

Aproveite sua caminhada…

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ARTIGO POR: Fernando Zara EM setembro - 7 - 2010 Trabalhos & Expedições

Os Picos de 8.000 metros


Há o mundo criado pelo homem e o mundo das forças físicas e dos equilíbrios ambientais. O primeiro foi moldado para se tornar a expressão impar da mais evoluída forma de vida, o segundo é o mecanismo sublime, uma sinfonia em perfeita harmonia, uma escala absolutamente simétrica no qual o homem não é o personagem principal e sim um mero observador. Nada de estradas, cidades ou monumentos, em vez disso, florestas, montanhas, mares, desertos, e muito mais. Retratos fascinantes de um mundo em que somos os convidados e não os anfitriões.

Uma montanha não pode ser explicada. Não é uma simples “Irregularidade” da Terra,, mas um símbolo dramático de uma aspiração que apenas seus verdadeiros entusiastas foram capazes de descrever. Os sobreviventes das escaladas mais árduas, aqueles que se aventuraram para além dos confins da morte, relatam sua perplexidade ante a divindade de pedras e geleiras, territórios imensos que parecem desertos brancos povoados pelos demônios da imaginação. Esses gigantes ergueram barreiras descomunais diante do medo e da arrogância dos que tentaram escalá-los, exigindo um preço alto em sangue. De acordo com os Xerpas em algumas ocasiões as montanhas até falaram. Esse povo do Nepal vive em simbiose com as montanhas, tratando-as como diamantes brutos, como sementes a partir das quais qualquer tipo de flor pode nascer.

Como um Deus irascível e belo que deve ser adorado com devoção, existem cordilheiras cuja identidade está em sua altitude. O Himalaia, chamado de “Teto do Mundo” é o representante das montanhas altas. Os Andes, castigados pelo mau tempo mais imprevisível do mundo, parecem espelhar a aridez e a grandiosidade da paisagem Sul Americana. As montanhas Antárticas são fragmentos de outros mundos que foram jogados no nosso planeta vindo das alturas. Elas abrigam tempestades que podem durar meses são açoitadas por ventos ciclópicos e se erguem sobre áreas desoladas que parecem desertos extraterrestres.

As montanhas são um verdadeiro espetáculos, os que as escalam depois de observa-las de longe experimentam a cada passo aquele arrepio que todos sentimos quando nos deparamos com regiões inexploradas.

1. Monte Everest – Altitude: 29.035 pés (8.850 metros)
2. K2 – Altitude: 28.253 pés (8.612 metros)
3. Kangchenjunga – Altitude: 28.169 pés (8.586 metros)
4. Lhotse – 27.890 metros 8.501 metros)
5. Makalu – 27.765 pés (8.462 metros)

A alma de uma montanha está em seus campos de neve e fissuras, além da ultima rocha que aponta para o céu, suas palavras estão escritas nas nuvens que envolvem o pico e são ouvidas quando o vento uiva pelos caminhos abaixo, recontando as histórias dos homens que os trilharam” (ALberto Bertolazzi)

6. Cho Oyu – 26.906 pés (8.201 metros)
7. Dhaulagiri – 26.794 pés (8.167 metros)
8. Manaslu – 26.758 pés (8.156 metros)
9. Nanga Parbat – 26.658 pés (8.125 metros)
10. Annapurna – 26.545 pés (8.091 metros)
11. Gasherbrum I – 26.470 pés (8.068 metros)
12. Broad Peak – 26.400 pés (8.047 metros)
13. Gasherbrum II – 26.360 pés (8.035 metros)
14. Shishapangma – 26.289 pés (8.013 metros)

” O suspiro do vento, seu rosto cortado pelo frio, os pulmões em chamas, as pernas como galhos quebrados, mãos trêmulas e uma visão embaçada, mais ainda assim você prossegue centímetro a centímetro, impelido em direção ao topo por um Deus desconhecido e inexorável”

Um objetivo bastante conhecido dos montanhismo, são os picos mais altos em cada continente.

1. Ásia: Mount Everest 29.035 pés (8.850 metros)
2. América do Sul: Aconcágua 22.829 pés (6.962 metros)
3. América do Norte: Denali AKA Monte McKinley 20.320 pés (6.194 metros)
4. África: Kilimanjaro 19.340 pés (5.895 metros)
5. Europa: Monte Elbrus 18.510 pés (5.642 metros)
6. Antártida: Monte Vinson 16.067 pés (4.897 metros)

As montanhas mais altas do Brasil.

O Parque Nacional do  Pico da Neblina abriga o maior pico brasileiro, com 2993,78 metros de altitude (medição revista por satélite/GPS pelo IBGE em 2004). No Parque está situado também o segundo maior pico do Brasil, o Pico 31 de Março, com 2.972 metros. O Parque está localizado próximo à fronteira com a Venezuela, no município de São Gabriel da Cachoeira, no norte do estado do Amazonas.

Pico da Neblina e 31 de Março

O Pico da Bandeira é o ponto mais alto dos estados do Espírito Santo e de Minas Gerais e de toda a Região Sudeste do Brasil. É também o terceiro ponto mais alto do país, com 2.891,98 metros de altitude (medição revista por GPS pelo Projeto Pontos Culminantes do Brasil, do IBGE e do Instituto Militar de Engenharia, em 2004).

A Pedra da Mina é a quarta montanha mais alta do Brasil, e está situada na Serra da Mantiqueira com 2.798,39 m de altitude, o que lhe confere o título de ponto culminante da Serra da Mantiqueira e do estado de São Paulo.
Define a divisa dos municípios de Queluz (São Paulo) e Passa Quatro (Minas Gerais), no trecho da Mantiqueira conhecido como “Serra Fina”, em grande parte coincidente com o Maciço Alcalino de Passa Quatro.
A Pedra da Mina foi alcançada pela primeira vez por um grupo de oito pessoas, em julho de 1955, a partir do bairro rural do Paiolzinho (ou Paiolinho), situado em Passa Quatro (MG), e até meados da década de 1990 a região permaneceu praticamente intocada pela ciência, devido à grande dificuldade encontrada pelos pesquisadores em atingir suas regiões mais elevadas.

O Pico das Agulhas Negras – Parque Nacional Itatiaia –RJ – 2.792m Grandes lanças sulcadas na pedra irrompem o horizonte na forma de agulhas negras apontando para o céu. A beleza de suas formas esculpidas pela ação dos ventos e a imponência de sua altura chamam a atenção de quem visita a parte alta do Parque Nacional do Itatiaia, o mais antigo do Brasil. Existem duas trilhas mais utilizadas para se chegar ao cume do Pico das Agulhas Negras.

O Pico do Cristal – Serra do Caparaó – MG – (2.769 m). Uma montanha de formas perfeitas, assim é definida pela maioria dos montanhistas. A origem do nome pode ser notada em noite de lua cheia. Os cristais de quartzo que afloram na superfície, ganham brilho à luz da lua, em um fenômeno natural de rara beleza. A montanha fica na mesma porção do Pico Calçado e do Pico da Bandeira, compondo o maciço do Caparaó. Porém seu acesso é um pouco mais técnico, passando por trechos expostos e exigindo algumas “escalaminhadas”. Nada que não possa ser vencido com alguma insistência, e um pouco de ousadia.

O Monte Roraima – Parque Nacional do Monte Roraima – 2.734 m. Diante dos olhos, pairam soberanos os Tepuis, grandes montanhas com os topos aplainados em forma de platô. Composto por um dos cenários mais antigos e exóticos do planeta, o Roraima faz parte dessa cadeia de montanhas, e está situado no extremo norte, entre o Brasil a Guiana e a Venezuela. Na realidade, do grande cume com cerca de 90km² , apenas 10% está do lado brasileiro.

O Morro do Couto – Parque Nacional Itatiaia – MG/RJ – 2.680 m. Criado em 1937, o parque Nacional do Itatiaia possui duas portarias que separam a mesma área demarcada em dois ambientes distintos. Na parte baixa, árvores centenárias e vegetação típica de mata atlântica compõem a reserva repleta de cachoeiras e poços ideais para banho, no entanto é na parte alta que se concentra a aventura, a paisagem muda, e as matas dão lugar aos campos rupestres compostos por rochedos de formas variadas e vegetação rasteira que espreitam as grandes montanhas dessa porção extremamente fria do país, que já esteve coberta de neve mais de uma vez. 
O Morro do Couto é a primeira montanha que se alcança a partir da portaria do parque, e pode ser vencido em duas horas de caminhada fácil.

A Pedra do Sino de Itatiaia – Parque Nacional do Itatiaia – 2.670m. Em meio a paisagem de formas exóticas, no parque nacional do Itatiaia, que significa “Pedra Cheia de Pontas” em Tupi, encontramos uma montanha pouco conhecida no cenário de um dos parques mais visitados do Brasil. Trata-se da Pedra do Sino, com seus 2670 metros. É o terceiro ponto mais alto do parque e está entre as 10 montanhas mais altas do país. Existem várias rotas para se atingir o cume, mas nenhuma delas está bem marcada, devido a pouca freqüência de visitas. A trilha mais conhecida se estende por 12 km, e é preciso subir pela Pedra do Altar, bem próximo ao cume, e descer até a base da Pedra do Sino para, enfim ascendê-la. Por tanto, se trata de uma das ascensões mais extenuantes do parque, tendo que vencer o grande desnível por duas vezes, para se atingir o cume. Suas formas arredondadas no topo, faz com que a montanha se pareça à um grande sino sobreposto ao platô. O desafio físico e a ausência de turistas pelo caminho valem a escolha.

O Pico dos Três Estados – Serra Fina – 2.665m. A respiração ofegante dita o ritmo, na Serra Fina não existe caminhada leve. Para se atingir o pico dos 3 estados, localizado exatamente no marco geográfico que divide Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, é preciso vencer o desnível dessa porção extremamente irregular da Serra da Mantiqueira. A origem do nome, Mantiqueira, que em Tupi significa “Montanha que Chora”, parece não fazer muito sentido nessa região, pois a ausência de água é evidente, fazendo dessa jornada algo ainda mais complicado. Após caminhar horas pela crista da Serra Fina, atinge-se a base da montanha que se espicha em um trecho muito íngreme que leva ao topo. O uso das mãos é inevitável projetando o corpo para cima das rochas e ajudando na ascensão. No cume, é possível caminhar pelos três estados circundando o marco do topo. A diversidade endêmica da vegetação encontrada pelo caminho, o desafio físico, a vista privilegiada do cume e a possibilidade de estar nos três estados brasileiros.

“Aventurar-se causa ansiedade, mas deixar de arriscar-se é perder a si mesmo. Aventurar-se no sentido mais amplo é precisamente tomar consciência de si próprio”. – Kierkegaard

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ARTIGO POR: Fernando Zara EM agosto - 8 - 2010 Artigos Técnicos

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