
Vista do Itaguré para os Marins
A Serra da Mantiqueira (do Tupi, Montanha que chora) é perfeita para travessias de apenas um dia ou mais, fáceis ou difíceis. São vários os roteiros possíveis, que apenas dependem do tempo disponível e do preparo físico do interessado.
Situadas na divisa com Minas Gerais, ambas pertencem a São Paulo: Marins com 2420 m com encostas íngremes esta localizado na região de Piquete (SP) e Itaguaré 2305 m com seus picos pontiagudos na região de Cruzeiro (SP).
A travessia pode ser feita em um dia de caminhada forte (light and fast), mais o ideal são três dias para que se consiga aproveitar toda a beleza que a região oferece.
Existem poucos pontos de água para reabastecimento, um deles é na base dos Marins, mais existem duvidas quanto à qualidade da água, vale à pena levar um peso extra de água e não esqueça o hidrosteril!
O sentido normal para iniciar a caminhada é saindo do morro do careca, em Piquete, a subida da trilha é suave com alguns trechos mais inclinados e sinalizados com pedras (Totens) em boa parte do caminho. Saindo bem cedo é possível subir ao cume dos Marins e retornar ao final do dia.
Se estiver mesmo interessado na travessia existem algumas opções para a primeira noite se estiver indo no sentido Marins – Itaguare:
1 – Na base dos Marins existem bons lugares para barraca, monte, e aproveite pra fazer cume e ver o por do Sol, leve lanterna pra evitar ficar na roubada. No dia seguinte é só seguir a trilha sentido pedra redonda.
2 – Monte acampamento no cume e aproveite a vista, com céu aberto é possível avistar a Pedra Redonda e Pedra da Mina, e durante a noite a vista de nove cidades do Vale do Paraíba é imperdível. Acorde cedo à caminhada do dia seguinte é puxada.

Foto: Fernando Zara
A trilha que segue sentido Pedra Redonda e Itaguaré está repleta de desafios, desde o capim alto a trepa pedras intermináveis, fiquem atentos água somente na base do Itaguaré.
A trilha segue pela crista, com descidas e subidas fortes então fique atento pra não sair varando a mata, uma boa é ir localizando as poucas marcações existentes (Totens) e ficar atento a direção que precisa seguir.
O próximo acampamento é na base do Itaguaré. Local escolhido, barraca montada, não deixe de fazer o cume do Itaguaré e curtir o por do sol.
A descida da trilha ate a estrada é bastante acidentada, muito cuidado! Ah! Não se esqueça de combinar o resgate com alguém no ponto final.

Itaguaré
Eu particularmente prefiro iniciar a travessia pelo Itaguaré, gosto mais do visual que fica o tempo todo a minha frente. Outra possibilidade quando se esta em grupos maiores é a divisão em dois grupos, um grupo inicia pelo Marins e outro pelo Itaguaré, e quando os grupos se cruzarem, o que normalmente acontece na pedra redonda, troque as chaves dos carros, assim o grupo que começou pelos Marins usa o carro pra retornar de quem começou pelo Itaguaré.
A melhor época pra fazer a travessia é entre os meses de Abril e Agosto, sendo Junho e Julho os mais frios.
Seguem algumas sugestões de materiais e alimentos.
01 – Mochila 65 l. (no mínimo).
01 – Mochila de 20 l pra deixar uma roupa extra no carro para o retorno.
01 – Barraca, se a barraca não for sua é indicado que você se familiarize com a montagem antes de ir para campo aproveitando pra verificar o estado geral de todas as partes (sobre teto, corpo da barraca, varetas e specks).
01 – Isolante térmico, de preferência aos de células fechadas, os infláveis não são indicados para uso em baixas temperaturas. Se preferir leve um inflável com dimensões menores para ser usado em baixo de um de célula fechada, aumentando seu conforto.
01 – Saco de dormir para temperaturas mais baixas, fique atento ao peso e volume, ele não pode ser o responsável por ocupar todo espaço de sua mochila.
01 – Fogareiro (fósforo, combustível, espiriteira não é indicada).
01 – Kit de panelas com 02 panelas pequenas, 01 panela grande e 01 frigideira (talheres, canivete, abridor de lata, prato, caneca, tabua para corte, utensilhos de cozinha, etc).
01 – Bastão de caminhada (opcional).
03 – Lanternas de cabeça com pilhas novas.
01 – Garrafa térmica. (pequena opcional).
01 – hidrosteril (purificador de água).
01 – Protetor solar.
01 – Óculos de sol.
01 – Boné/chapéu.
01 – Kit de primeiros socorros.
Vestuário
Leve em conta a época do ano antes de escolher suas roupas, Junho e Julho são os meses mais frios.
Pense em levar um kit de roupas exclusivamente para dormir, levanto em conta a capacidade de seu saco de dormir e o tipo de isolante.
Uma forma bastante eficiente de pensar em quais roupas levar é analisar as funções que cada peça vai exercer dentro da composição.
• Roupas de nível base (base layer), roupas que ficam em contato direto com a pele, de preferência a tecidos sintéticos que ajudam a evaporar o suor durante a caminhada, evite roupas de algodão.
• Roupas de segundo nível (second layer), roupas que atuam no isolamento térmico (Fleece).
• Roupas para o isolamento e confinamento (Shell), ideal que seja leve, impermeável e transpirável, podem ser usada como abrigo da chuva e que funcionam como nível de confinamento em condições mais frias, porém não extremas.
• Não se esqueça dos extremos (cabeça, mãos e pés), a perda de calor é grande por essas partes do corpo.
Alimentos.
Antes de pensar o que levar de comida, defina quantos cafés da manhã, quantos lanches de trilha e jantares ira realizar durante sua travessia, ai depois, comece a pensar no que levar e as quantidades.
Fuja do “MIOJO”, com um pouco de imaginação é possível realizar verdadeiras obras de arte durante as refeições de campo, na internet você encontra receitas interessantes e praticas.
Algumas dicas:
Café da manhã
- Sucrilhos, granola, pães, geléias, manteiga, achocolatado, queijos, bolachas, leite em pó, farinha de trigo, etc.
- Fermento “químico” gosta de água fria e sossego, ideal para panquecas.
- Fermento “biológico” gosta de água morna e agito, e precisa de um pouquinho de sal e açúcar para acordar, ideal para pães e pizza.
Panqueca doce para 03 pessoas.
Ingredientes: um terço do pacote de farinha de trigo, quatro colheres de sopa de leite em pó, uma colher de sopa de fermento químico, uma colher de sopa de manteiga, água e meia colher de sopa de baunilha.
Recheio: mel, frutas, canela, queijo, etc.
Preparo: misture todos os ingredientes na panela e misture água aos poucos. Derreta manteiga na frigideira e coloque o equivalente a uma concha pra fritar, vá checando com a espátula e quando a massa estiver dourada, vire-a para assar do outro lado.
Lanche de trilha.
Pão sírio, salame, frutas secas (mix), suco tipo tang., bolacha, banana passa, atum, trigo para tabule, tomate, cebola, etc.
Jantar.
Macarrão, arroz, purê de batata, calabresa, cebola, azeite, lentilhas, kit tempero, etc.
O momento da cozinha é ideal para aquela confraternização entre os participantes da expedição, e senta que la vem historia…
Em longas caminhadas procure se alimentar de maneira adequada levando alimentos que consigam repor sua energia, garantindo a boa recuperação do organismo após um dia de caminhada.
NDR – Não Deixe Rastro
Uma das preocupações que todo praticante de atividades ao ar livre em áreas remotas deve ter é com relação aos restos dos alimentos produzidos, embalagens e principalmente com relação a suas necessidades.
Na hora das refeições (principalmente do jantar) muitas vezes produzimos mais do que necessitamos para nos alimentar e o resultado são panelas repletas de alimentos ou mesmo sobras de cascas que foram utilizadas na preparação, não jogue a sobra no ambiente o ideal é ter em mãos um recipiente (pode de Tody) para armazenas os restos assim no retorno você consegue dar um destino adequado as sobras produzidas.
Faça suas necessidades uns 50m no mínimo de cursos de água e trilhas em caso do numero dois faça um buraco com uns 15 cm de profundidade e enterre, “NUNCA” enterre o papel caso use, traga-o de volta, parece estranho mais importantíssima essa pratica, agora se lembre ter um recipiente para armazenar de forma adequada esse papel.
Dicas de mínimo impacto http://www.pegaleve.org.br
1 – Planeje sua viagem.
2 – Você é o responsável pela sua segurança.
3 – Cuide das trilhas e dos locais de acampamentos.
4 – Traga seu lixo de volta.
5 – Deixe cada coisa em seu lugar.
6 – Evite fazer fogueiras.
7 – Respeite os animais e as plantas.
8 – Seja cortes com outros visitantes e com a população local.
Aproveite sua caminhada…
Veja Também:
O Calçado certo para Prática Esportiva
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1. Monte Everest – Altitude: 29.035 pés (8.850 metros)
2. K2 – Altitude: 28.253 pés (8.612 metros)
3. Kangchenjunga – Altitude: 28.169 pés (8.586 metros)
4. Lhotse – 27.890 metros 8.501 metros)
5. Makalu – 27.765 pés (8.462 metros)
6. Cho Oyu – 26.906 pés (8.201 metros)
7. Dhaulagiri – 26.794 pés (8.167 metros)
8. Manaslu – 26.758 pés (8.156 metros)
9. Nanga Parbat – 26.658 pés (8.125 metros)
10. Annapurna – 26.545 pés (8.091 metros)
11. Gasherbrum I – 26.470 pés (8.068 metros)
12. Broad Peak – 26.400 pés (8.047 metros)
13. Gasherbrum II – 26.360 pés (8.035 metros)
14. Shishapangma – 26.289 pés (8.013 metros)
O Pico da Bandeira é o ponto mais alto dos estados do Espírito Santo e de Minas Gerais e de toda a Região Sudeste do Brasil. É também o terceiro ponto mais alto do país, com 2.891,98 metros de altitude (medição revista por GPS pelo Projeto Pontos Culminantes do Brasil, do IBGE e do Instituto Militar de Engenharia, em 2004).
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