Fernando Zara

Tudo sobre o mundo vertical!

Festival Zoom Bike Park

O Festival Zoom Bike Park é o evento de lançamento deste novo atrativo e é aberto a imprensa e limitado ao público com apenas 60 vagas

Visando a apresentação dos 8 km de trilhas abertas com pontes, rampas e paredes em curvas além de dezenas de km de estradinhas de terra em uma única propriedade. O Festival será um dia divertido para pedalar e estar com a família e amigos, devido ao formato do evento e a infra estrutura que o Ecoparque Pesca na Montanha oferece.

Vamos fazer uma competição divertida nas pitas, onde cada trilha terá uma pontuação e no final o ciclista que fizer mais pontos ganha! Para isto os participantes pode fazer cada uma das trilhas quantas vezes quiser, ou aguentar, em um prazo de 2 horas de duração.

Logo após teremos uma delicioso almoço com bufet completo no Restaurante Pesca na Montanha!

As vagas abertas ao público estão limitadas a 60 para este evento de lançamento, por isto corra agora mesmo na nossa FanPage do Facebook, curta nossa página para ganhar um descontos de até 30% e faça a sua reserva no evento na nossa loja virtual dentro do Facebook, a Zoom Shop

 

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ARTIGO POR: Fernando Zara EM maio - 11 - 2012 Notícias

Pesca na Montanha

A Zoom Aventura amplia sua área de atuação e após 20 dias de muito trabalho em parceria com o Ecoparque Pesca na Montanha inaugura em sua primeira fase de trabalho duas “Tirolesas” que totalizam aproximadamente 750 metros de muita emoção.

O Eco­par­que Pesca na Mon­ta­nha está loca­li­zado nos altos da serra da Man­ti­queira, entre Cam­pos do Jor­dão e São Bento do Sapu­caí, estado de São Paulo, a 18 km do cen­tro de ambas as cida­des. Cami­nho da Pedra do Baú, atra­ção turís­tica mais visi­tada da região.

Para mais informações:

http://www.pescanamontanha.com.br/ecoparque/ecoturismo/

http://www.zoomaventura.com.br/

Em breve iniciaremos a segunda fase com algumas novidades, aguardem!

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ARTIGO POR: Fernando Zara EM janeiro - 25 - 2012 Notícias

A importância das meias!

A meia é uma peça de vestuário muito importante para manter os seus pés em boas condições. Um modelo que consiga absorver, distribuir e evaporar a umidade com eficiência, realizar a regulação térmica rapidamente, que anule os pontos de atritos (principalmente quando estiver úmida ou molhada) e, que tenha ação antibiótica superior vai garantir um melhor estado dos seus pés em relação aos modelos que não tenham as mesmas características.

No entanto, existe um grande numeros de pessoas que ainda não despertou para a importância desta peça. Isso é até certo ponto irônico, pois muita gente paga R$ 400,00 ou R$ 500,00 por um par de tênis e economiza nas meias. Mas é ela que faz a interface entre o seu pé e o calçado.

Tecelagem: Um dos segmentos da tecelagem que mais evoluiu nos últimos anos foram os das meias. Notem que quando se fala em “tecelagem” não estamos falando em tecido em si, e sim no processo de fabricação do tecido.

Quando se analisa o pé do ponto de vista esportivo, vemos que existem áreas que executam diferentes funções. A meia pode ajudar nessas funções (assim como o tênis). Por exemplo, o calcanhar e o solado do pé recebem os impactos das passadas, e são as áreas de pressão. Então, uma meia que consiga ajudar no amortecimento previne os problemas como fascite plantar, e que tenha uma superfície interna macia e pouco áspera evita melhor a formação de bolhas. Além do mais, o suor do pé tende a descer para zona de solado pela gravidade. Então idealmente essa parte da meia deve ser feita de um tecido não absorvente e, se possível hidrófobo.

As consequências!

Os dedos produzem mais suor, seguido pelo peito do pé. Então, para mante-los secos e não comprometer o solado, os tecidos desta área devem executar a função não apenas de absorver, mas também de transportar essa umidade para fora do calçado, e não para baixo. Isso pode ser feito com tramas que criam movimentos mecânicos de transporte de umidade.

Por fim, a região da canela deve executar a evaporação dessa umidade, o que pode também ser feita pela gola da meia nos modelos baixinhos. Para isso essas zonas devem ser feitas de material e trama que facilite a absorção e evaporação.

As modernas máquinas de tecelagem permitem a fabricação de meias com esse tipo de zoneamento de funções num processo sem costura, o que é importante para eliminar zonas de atrito.

Fora isso ainda podem criar tecidos que a superfície externa e interna exerçam funções distintas, muitas vezes sendo constituidos até de materiais diferentes.

Nesse nível tecnológico, em termos de materiais, emprega-se nylon, poliéster (Coolmax, Thermax, Thermolite, 4 channel, Hollofil, etc), polipropileno (Olefina), arílico (X20, Orelle, Outlast, etc), elastômero, e eventualmente lã (merino) e/ou seda de alta qualidade. Produtos como algodão e lã comum praticamente não entram mais na composição de meias atléticas de qualidade.

Materiais e Fibras: Apenas como um parâmetro de referência, após um tempo de uso de meias de materiais diferentes, numa mesma situação em que algodão estaria 50% úmido, o nylon comum estaria a 40%, o poliéster Coolmax apenas 20%, e Dri-Release em torno de 12%.

Em alguns casos existem ainda emprego de microfilamentos de prata. A prata é um metal que tem uma ação antibiótica muito forte, e isso evita praticamente por completo o problemas de odor (causado pela proliferação de bactérias). Isso ajuda a manter os pés num ambiente praticamente livre de microorganismos de natureza bacteriana (sendo inclusive super benéfica para os diabéticos ajudando a curar pequenos ferimentos dos pés sem que se infeccionem).

Um outro ponto a considerar é que o material que compõe os diferentes tipos de fibras por si só não define a característica do produto. Muita gente chama as diferentes tecnologias genericamente de fibras (ou tecidos) tecnológicos. A questão é: tecnológico para que objetivo?

Tecnologia dos materiais

O Coolmax e o Thermolite são ambos poliéster “tecnológicos”, que exercem funções completamente opostas. O Coolmax foi criado para otimizar a dissipação do calor, enquanto que o Thermolite otimiza a retenção do calor – um mesmo material com dupla personalidade. Isso se consegue mudando o perfil dos filamentos. O Coolmax é uma fibra achatada com dois canais (que servem de dreno de umidade) em cada face enquanto que o Thermolite é uma fibra cilíndrica oca (o ar preso no seu interior serve de isolante térmico).

Da mesma forma, o acrílico por si só não tem afinidade com umidade (assim como qualquer outra fibra sintética). Mas os micropolos presentes nas fibras do X2O faz com que ela adquira uma capacidade de absorção de umidade por ação capilar, umidade essa “jogada para fora do sistema” por evaporação.

O Outlast é uma outra fibra de acrílico, desenvolvida visando a não formação de zonas de temperaturas extremas (tanto quente quanto frio) nos pés. Por se tratar de uma fibra que tem uma capacidade superior em absorção e distribuição de calor, esfria onde está quente e esquenta onde está frio. Num ambiente quente ele transporta o excesso de calor para fora do calçado.

Equipamento Adequado

Por fim uma surpresa tecnológica para quem acreditava que a tendência irreversível é o desenvolvimento de fibras 100% sintétcas cada vez mais eficientes. O dri-release é uma fibra obtida por uma combinação complexa de microfilamentos sintéticos com naturais. As fibras naturais (hidrófilas) absorvem a umidade enquanto que as sintéticas (hidrófobas) forçam o seu movimento para a superfície externa, onde é evaporada e colocada para fora.

Não importa a fibra ou a tecnologia empregada, a evaporação do suor é o meio mais eficiente de dissipação de calor para evitar o aquecimento excessivo dos pés. Assim sendo uma meia que otimiza a evaporação não apenas mantém os pés mais secos, mas mais frescos também.

Veja Também:

O Calcado Certo para Prática Esportiva

Fonte: Makoto Ishibe.

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ARTIGO POR: Fernando Zara EM novembro - 21 - 2011 Notícias

Polartec® é o nome comercial de uma família de tecidos projetados para uma serie de atividades ao ar livre. Todos estes tecidos foram desenvolvidos para manter o corpo aquecido, seco e confortável em situações “hostis”. Por isto também é conhecido como “Climate Control Fabrics™”.

O Polartec® é como o Polar Fleece?

Ambos tecidos foram desenvolvidos e vendidos para a marca Patagônia em 1979. Logo veio o Polarlite, Polarplus e outros, o departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Malden Mills® estava desenvolvendo novos tecidos até que o departamento de Marketing da mesma firma decidiu englobá-los com um só nome: o Polartec®. Atualmente, quase todas as marcas de prestígio do mundo tem adotado o Polartec® para confeccionar suas roupas de uso em locais frios.

Desde que o tecido foi desenvolvido, algumas imitação surgiram no mercado. Há muitos tecidos parecidos ao Polartec®… Normalmente, são menos quentes em relação a seu peso, os tecidos são mais rígidos, não transpiram de igual maneira, formam bolinhas, e se deterioram bem antes.

Poliéster Ecológico.

O Polartec® Recycled Series é um tecido com pelo menos 89% de garrafas de plástico recicladas. Uma blusa de Polartec® reciclada contêm em torno de 25 garrafas de plástico de dois litros.

O Polartec® consegue nos manter aquecidos inclusive quando está molhado. Esta qualidade se deve ao fato do poliéster ser uma fibra hidrófoba (tratamento que torna o tecido resistente a água).

A fibra de poliéster absorve menos de 1% de seu próprio peso em água inclusive quando o tecido está saturado. Literalmente, a água não tem lugar na fibra de poliéster e o ar contido nesta mantêm sua temperatura, não permitindo a troca pela água.

Isto não significa que seja impermeável, mas sim que a água só fica no espaço entre as fibras, sem infiltrar em seu interior, por isso pode estar completamente molhado e continuar mantendo o calor no interior de suas fibras.

O Polartec® é um tecido de poliéster que, combinado com outros materiais como a Lycra®, o nylon e o rayón, pode ter propriedades melhoradas (como a adaptabilidade ao corpo, elasticidade, tenacidade, etc.) que o poliéster por si próprio, não tem.

Alguns dos tecidos da Polartec® são repelentes à água. As séries Polartec® 200 possuem acabamento com o tratamento hidrófugo que aumenta suas propriedades em climas úmidos.

O Polartec® é um tecido duradouro?

É mais duradouro do que a princípio possa parecer. Mesmo quando acontece de uma roupa de Polartec® ter perdido a intensidade de suas cores ou o tecido em si pareça velho, normalmente conserva a maioria de suas propriedades. Em uma única palavra, as roupas de Polartec®, normalmente não são substituídas porque já não sejam quentes, mas sim porque parecem deterioradas.

O Polartec® é simplesmente um dos melhores tecidos. É mais duradouro, mais leve e mais quente em relação ao seu peso. O mais provável se adquirimos imitações é que rapidamente comprovemos que a deterioração de outras marcas seja muito mais rápida e a diminuição de suas propriedades nos levará a adquirir uma nova roupa muito antes do que imaginávamos.

A FAMÍLIA POLARTEC®

Polartec® Serie 100® - Construído em uma só face, este fleece possui as mesmas aplicações de uso que o Polartec® 200. Sendo mais leve, foi desenhado para ser utilizado como base layer dentro da composição de roupas.

Polartec® Serie 200® - Um produto projetado para uso geral.

Mais pesado que o da Serie 100®, resistente ao pilling (formação de bolinhas) e com uma qualidade de isolamento superior. Trata-se do elemento térmico essencial na composição dos sistemas de camadas. Em definitivo: o tecido mais versátil da família.

Polartec® Serie 300® - Este é o Polartec® mais quente que se pode adquirir. Todos os tecidos dessa serie são construídos com fibras recicladas. Com um acabamento anti-pilling em ambas as faces. É o tecido ideal para manter a temperatura em situações de menor atividade física ou para aqueles lugares nos quais sempre faz frio.

Polartec® Serie 200® com Lycra®O Polartec® tecido com Lycra® tem a qualidade de ser elástico, tornando-se assim um tecido de melhor adaptação ao corpo para a prática de atividades esportivas, com todas as propriedades de isolamento do Polartec® 200.

Polartec® Serie Powerstretch Propriedades similares a da Serie 200® com Lycra®, porém mais resistente a abrasão e mais resistente ao vento, por possuir tecido de duas faces.

Tecido Polartec® 100 Micro series® – A última tecnologia em tecidos para serem utilizados como base layer. Produzido em duas faces, é o mais suave e agradável ao toque, com tratamento anti-pilling. A face que fica em contato com o corpo é hidrófila (tratamento que auxilia no transporte de umidade), enquanto que a face que esta em contato com o exterior é hidrófoba. (tratamento que torna o tecido resistente a água).

Polartec Serie Windbloc® – Combina o tecido de Polartec® com a tecnologia windstopper transpirável e o tratamento repelente à água. Com 95% de poliéster e 5% de uretano, se utiliza para conferir mais resistência aos elementos das roupas quentes tecidas com Polartec®.

Polartec® 2000 Serie Thermal Stretch – Projetada para serem utilizados em atividades de endurance (ciclismo, esqui, iatismo, etc.). Impermeável, transpirável e bi elástico e resistente à abrasão. Constituído de 50% de poliéster, 40% de nylon e 10% de Lycra®.

Fonte: www.polartec.com

Mais informações sobre construção de tecido, acesse:

gore-tex®

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ARTIGO POR: Fernando Zara EM julho - 18 - 2011 Notícias

Bico do Baú - Foto Antonio Calvo

O curso tem como objetivo iniciar os interessados nos procedimentos básicos em atividades verticais, com foco na escalada em rocha.

O prazer da escalada… Para aqueles que não compreendem que se possa extrair prazer do perigo, nem mil páginas conseguirão transmitir a sensação de liberdade que sente o escalador, quando se lança parede acima…

Escalada como esporte é coisa muito recente…

Ela começou no século passado, como um pretexto para a ascensão dos picos mais altos. As razões tanto podiam ser espirituais como científicas, ou mesmo esportivas, muitas vezes mescladas às considerações nacionalistas, como as expedições européias aos picos do Himalaia.

Cume Baú

Logo, porém, todos os cumes importantes foram conquistados, e atingir o cume deixou de ser a razão de subir as montanhas. A preocupação com conquistas se voltou para a ascensão de novas vias, e a atenção se transferiu então para as paredes destas montanhas. A motivação principal passou a ser a dificuldade da ascensão, e então começou a nascer o esporte como o vemos hoje.

Turma 2011 – 1º fase

A fascinação da escalada hoje se traduz no desafio do homem contra a rocha, na coreografia de braços e pernas sobre a parede, na sensação de músculos impondo-se à pedra. Libertando-se das limitações da gravidade num áspero mundo vertical, onde, por alguns momentos, o homem dança entre o céu e a terra.

1º Fase – Data a definir

Dia 01 – 9hrs.

Manhã.

  • Apresentações – participantes/instrutores.
  • Expectativas.
  • Burocracias relevantes ao curso.
  • Ficha medica.
  • Seguro individual.
  • Agenda do dia.

Equipamentos utilizados:

  • Capacete.
  • Cadeirinha.
  • Mosquetões.
  • Fitas.
  • Cordeletes.
  • Freios (ATC/Oito/Grigri).
  • Cordas.

Nós:

  • Oito simples/encordoamento.
  • Dinâmico(UIAA).
  • Pescador simples/duplo.
  • Prussik.
  • Fita.
  • Fiel.
  • Colocando equipamento/ajuste.
  • Fator de queda.
  • Auto resgate.

Tarde

  • Briefing sobre a área de escalada.
  • Aula de banheiro.
  • Ancoragens: Ângulos.

Dia 02 – 9hrs.

Manhã

  • Vias de escalada.
  • Croqui.
  • Graduação.
  • Montagem de parada/angulo.
  • Técnicas de descida/rapel.
  • Procedimentos em parede:
  • Comunicação/posicionamento.

Tarde

  • Escalada em top-rope.
  • Segurança ao guia/participante.

2º Fase – Data a definir

Dia 3 – 8h00.

Dia todo – Encontro estacionamento que da acesso ao Bauzinho.

  • Agenda do dia.
  • Separação em grupos.
  • Colocar e checar equipamentos individuais.
  • Caminhada.
  • 1º estação – Rapel/parada/segurança de cima/escalada em top rope/comunicação em parede.
  • 2º estação – Deslocamento lateral/ascensão em prussik/parada/rapel.
  • 3º estação – Ascensão em prussik/encordoamento/movimentação em parede.

Os grupos rodam entre as oficinas, com isso ganhamos em pratica individual.

O lanche acontece entre um exercício e outro, não teremos horário definido nesse dia, se programem, não existe ponto de água na Pedra, levem o suficiente para o dia.

17h30 – Encerramento 1º dia.

Dia 04 – 8h00.

  • Estacionamento que da acesso ao Bauzinho.
    • Em todo deslocamento em área vertical, utilizaremos corrimão como backup.
    • Escalada – dividir em 02 grupos.
    • Via Normal 4sup. – 01 grupo, 02 instrutores.
    • Via Cresta 4sup. – 01 grupo, 02 instrutores.
      • Comunicação em parede.
      • Técnicas de escalada.
      • Montagem de parada.
      • Segurança de cima.
      • Segurança ao guia.
    • Atingir o cume da pedra do Baú nesse dia vai depender de alguns fatores, como:
      • Agilidade e tranqüilidade com os procedimentos.
      • Organização pessoal, etc.
    • O horário definido para retorno é as 15h30 do ponto onde estivermos na escalada, esse procedimento faz parte do gerenciamento de risco.

Encerramento do curso – 17h30 (possivelmente ocorrera atraso).

Se você gostaria de adquirir alguns dos materiais listados acima, não deixem de visitar a mais nova loja virtual de equipamentos para atividades outdoor – Armazém Aventura - http://www.armazemaventura.com.br/

Maiores informações:

fernandozara@gmail.com

O homem é uma criatura contraditória. Através de sua história ele procura freneticamente segurança, e bem-estar, e abundância. E no entanto, quando consegue alcançar estas graças, ele logo se torna inquieto e descontente. Fundo na sua natureza, existe um anseio pela estrada dura e perigosa, pelas dificuldades e perigos que testam sua perícia e coragem. – Eric Shipton

 

Veja também: A Historia dos Equipamento de Escalada - http://bit.ly/py6V4W

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ARTIGO POR: Fernando Zara EM junho - 9 - 2011 Notícias

A forma atualmente praticada para classificar as diferentes categorias de roupas baseia-se nas funções que cada peça exerce dentro de um conjunto. Em termos práticos, a roupa tem que oferecer conforto ao usuário.

Num ambiente quente você pode buscar o objetivo com poucas peças de roupas, enquanto que nos locais mais frios a composição é mais complexa.

Devemos considerar que a peça de roupa que fica em contato direto com a nossa pele deve ser agradável ao toque, antialérgica, que possua capacidade de enxugar a pele caso esteja suando, tenha capacidade de evaporar eficientemente o suor, tenha ação antibiótica, etc. Esta peça que fica em contato direto com a nossa pele é conhecida como roupa do nível base ou primeiro nível (Base Layer).

Se estivermos em um ambiente mais fresco vamos necessitar criar uma composição de roupas para obter o conforto desejável. Nesse caso o conforto não se resume apenas na sensação de contato, mas também na capacidade de isolamento térmico do conjunto. Notem que se estivermos executando exercício físico podemos estar sentindo calor e até suando. Então as características das roupas do nível base continuam importantes, e temos que somar a elas uma capacidade de ventilação eficiente quando estivermos em exercício e um sistema de isolamento térmico também eficiente quando o nível da atividade diminuir. O conjunto de roupas que atuam ativamente no isolamento térmico é chamado de nível de isolamento ou segundo nível (Insulation Layer ou Second Layer).

Por fim, num ambiente frio, a qualidade do isolamento térmico terá que ser ainda melhor. Eventualmente vamos passar a necessitar de uma peça exterior a prova de vento para podermos confinar melhor o ar aquecido dentro do conjunto das roupas para nos manter quentes e confortáveis. Essa peça (ou conjunto delas) que executa(m) o confinamento de ar define o que chamamos de nível de confinamento (Shell).

Quando estivermos expostos a fatores de intempéries como garoa, chuva ou neve, dependendo da temperatura necessitamos que a peça de roupa exterior (Shell) não apenas seja a prova de vento, mas também impermeavel e transpirável.

As roupas impermeáveis e ao mesmo tempo transpiráveis são normalmente caras, e quanto melhor a transpirabilidade relativa, mais sofisticada tendem a ser. Algumas roupas dessa categoria podem custar muito caro. O confinamento eficiente é também importante em ambientes com vento.

Por outro lado à necessidade real depende também da atividade que vai se desenvolver, e a forma que isso será feito. Assim sendo o que define a composição não é o ambiente por si só. A definição final depende de três pontos:

1. Aonde (ambiente).
2. O que (atividade).
3. Como (intensidade).

Alguns exemplos.

Ambiente quente:

• Atividade contemplativa – Você não vai se exercitar, dessa forma você precisará de uma roupa fresca que ofereça boa ventilação.

• Caminhada – Atividade física moderada, uma roupa que não retenha a umidade (suor) e que seja leve e bem ventilada. Mesmo que chova é possível que prefira se molhar que utilizar qualquer tipo de roupa com impermeabilização.

• Corrida em trilha – Atividade aeróbica de intensidade relativamente elevada, a roupa não apenas deve ser leve e bem ventilada, mas tem que secar o suor rapidamente.

Ambiente fresco (10C a 15C):

• Atividade contemplativa – Como você vai ficar parado a maior parte do tempo precisa de conjunto de roupas que seja quente, e se tiver ventando necessita de um corta-vento.

• Caminhada – Se você estiver com carga ou em subida o seu corpo pode ficar bem quente, seria interessante possuir um conjunto de roupas que consiga evaporar o suor rapidamente, assim você não passa frio nas paradas.

• Corrida em trilha – Nessa temperatura a maioria dos atletas em treino utiliza camiseta (eventualmente) de manga longa e shorts. Alguns chegam a usar legging. Independentemente da escolha a capacidade de secagem rápida é fundamental, pois se não vai esfriar muito assim que parar. É possível que necessite de abrigo assim que parar suas atividades.

Ambiente frio (-5C a 9C):

• Atividade contemplativa – Nessa temperatura você vai precisar estar encapotado para ficar parado. Se estiver ventando talvez necessite de luvas e/ou gorro.

• Caminhada – Você vai precisar estar bem vestido, mas pode esquentar bastante nas subidas e até suar. A capacidade de dissipação da umidade é muito importante, pois a temperatura corporal cai muito rapidamente assim que interromper as atividades. Se estiver ventando pode haver necessidade de luvas e /ou gorro.

• Corrida em trilha – Um bom conjunto de roupas que otimize a evaporação do suor e a dissipação do vapor é vital nessa temperatura para atividades atléticas. Um conjunto com camiseta Dry e jaqueta com capacidade de evaporação seria uma excelente escolha. Os friorentos podem até usar um fleece leve tipo Powerstretch e para as pernas um legging Dry FIT cai bem.

Notem que estes exemplos não podem ser utilizados como tabela de recomendação de roupas ou produtos. Ela serve sim como referência, mas há a necessidade de considerar os casos individualmente (pessoas mais friorentas, calorentas, taxa de metabolismo, etc). Basta citar que existe uma lacuna de temperatura de -5C a 9C entre o segundo e o terceiro grupo.

Fora estes exemplos existem atividades diversas, algumas com complexidade muito grande. Por exemplo, escalada técnica alterna momentos de exercícios de alta intensidade (quando se escala) com períodos de total parada física (quando se está ministrando segurança). Nem sempre é fácil obter um bom conjunto de roupas para atividades extremas em ambientes mais rigorosos.

Em termos práticos existe no mercado roupas que exercem as três funções descritas (base, isolamento e confinamento) de forma independente, sendo que cada classe pode possuir subgrupos.

Base Layer

Base Layer – Roupas que ficam diretamente em contato com a pele.

o Underwear (Roupa de baixo) – Roupas fabricadas especificamente para serem utilizados como roupa de baixo num sistema de composição. Não tem como prioridade a questão estética, mas sim o funcional.

 

Ion Lite

o Roupa de uso geral – As roupas desse grupo podem ser utilizadas de forma simples ou em composição para integrar o nível base do Layering System. Ex: Camisetas Dry e Sphere da NIKE, Ion Lite da Solo.

o Roupa específica para ambiente quente – Essa categoria de roupa foi desenvolvida para ser utilizada preferencialmente durante atividades físicas (esportivas) em ambientes relativamente quentes. Ex: Roupas com tecnologia Coolmax camisetas lisas de Dry FIT, etc. Para o frio a Dupont desenvolveu o Thermax.

o Roupas que podem ser utilizadas tanto como Base Layer quente, quanto como isolamento (Mid Layer) – As roupas dessa categoria possuem em geral corte relativamente justo e empregam tecidos com maior elasticidade. A capacidade de enxugar a pele e secar o suor são fundamentais. Ex: Powerstretch Top e Pant…

Roupas para isolamento (Mid Layer): Hoje em dia, em termos esportivos quase que todas as roupas dessa categoria é algum tipo de fleece pile. No entanto existem uma grande gama de produtos que poderia exercer essa função. A vantagem dos piles é a leveza, porem com alto volume, facilidade na lavagem, manutenção, etc. Notem que nem toda roupa de fleece pile é adequado para uso em condição esportiva ou atlética. Na ultima instância é o corte e a modelagem que define a categoria de roupa.

o Roupas que conjugam o isolamento com o confinamento do ar – Existem basicamente três categorias – Barrier Fleece, Soft Shell e roupas compostas com enchimento. Existe bastante investimento em novas tecnologias na categoria do Soft Shell que podem evoluir para incorporação de membranas à prova d`água, dispensando o Hard Shell.

Fleece

Barrier Fleece – São roupas de fleece a prova de vento como os tradicionais Windstopper (Gore), Wind Pro (Polartec) e Windbloc (Malden Mills).

Softshell

Soft Shell – Uma nova leva de roupas que empregam tecidos a prova de vento (normalmente com alguma resistência a água).

Roupas compostas com enchimento – As roupas com enchimento foram muito usadas no passado, hoje o seu uso é mais restrito. Os produtos mais “chiques” usam o duvet (pluma de ganso) para o enchimento, mas existem produtos sintéticos também. As roupas mais sofisticadas para condições extremas são possivelmente as vestimentas mais caras no mercado de montanhismo/aventura.

Shell

Roupas para isolamento e confinamento:

o Wind Braker (Corta Vento) – Roupas a prova de vento, mas não impermeáveis.

o Capa impermeável e intranspiável – Capas e ponchos, as roupas dessa categoria tendem a criar o problema de condensação.

o Roupa leve impermeável e transpirável (Rain Gear) – Leves e podem ser usadas como abrigo da chuva e que funcionam como nível de confinamento em condições mais frias, porém não extremas. Normalmente são dotados de ventilação super eficiente.

o Roupa impermeável e transpirável para condições adversas – Nesta categoria estão as roupas exteriores para montanhismo e esportes/atividades de inverno (ambiente gelado).

Notem que aqui também não é o produto por si só que define a categoria, mas a sua concepção. Lá fora existem jaquetas de Gore-Tex para uso casual ou contemplativo. Ainda que alguns produtos sejam cultuados no nosso mercado como a melhor solução do mundo, a eficiência será comprometida se for empregado para atividades para o qual ele não foi desenvolvido. É o velho caso de uso indevido do material.

Quer saber um pouco mais sobre clima, acesse:

Tabela de Sensação Térmica

Fonte: www.nozica.com.br

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ARTIGO POR: Fernando Zara EM fevereiro - 19 - 2011 Notícias

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