Fernando Zara

Tudo sobre o mundo vertical!

Icon

Com um desenho moderno e capacidade de 200 lumen, a lanterna “Icon” da Black Diamond possui uma construção perfeita para os mais variados usos.

Classificada como IPX 7 à prova d’água, a lanterna é ideal para ser utilizada em todos os tipos de ambiente desde caminhadas leves a uma missão SAR.

A nova “Icon” possui múltiplos modos o que permiti que você personalize a iluminação para qualquer tipo de situação.

LEDs vermelho ajudam a preservar a visão noturna.

A lanterna possui um modo de bloqueio, que impede o consumo da bateria de forma acidental durante o transporte.

Mais informações visite:

http://www.blackdiamondequipment.com/en-us

http://www.blackdiamondbr.com.br/site/produtos/

http://www.fernandozara.com.br/2012/01/27/lanternas-para-uso-recreacional-esportivo-e-profissional/

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ARTIGO POR: Fernando Zara EM janeiro - 27 - 2012 Eventos

Existe um padrão de qualidade para classificar qualquer produto como uma roupa da categoria impermeável e transpiráveis:

1- Impermeabilidade: Este é um parâmetro absoluto, portanto o tecido ou é ou não é impermeável. Em tese poderia dizer que um tecido é impermeável se você fizesse um cone de tecido, selar a costura, encher de água e não vazar.

No entanto encontramos rigores no nosso meio, e um tecido que consiga apenas segurar a passagem de água sem pressão não pode ser tecnicamente considerado impermeável.

Muita gente não se dá conta de que tipo de pressão a natureza pode gerar. Ainda que não seja um fenômeno do cotidiano, o furacão Katrina gerou uma pressão equivalente a 13 PSI (libras por polegada quadrada), que é cerca da metade de uma pressão normal de pneu de carro. Uma pessoa andando de moto a 100 km/h pode estar recebendo pressão da ordem de 7 PSI (depende um pouco da carenagem e outros fatores envolvidos). Temos ainda que considerar que no caso de uma tempestade o vento pode sofrer turbulência, e incidir de diferentes direções a cada segundo.

Existem diferentes tecnologias que consegue criar tecidos com resinagem microporosa impermeáveis com diferentes níveis de exigência (5 PSI, 8 PSI, 10 PSI, e assim por diante). Evidentemente quanto mais baixa a resistência mais facilidade tem o tecido deixar a água passar.

A Marmot considera que o patamar mínimo de resistência hidrostática para considerar um tecido impermeável para uso em esportes de aventura é de 20PSI. Este padrão é muito alto, basta dizer que o esguicho de bombeiro gera algo em torno de 18 PSI de pressão.

2- Transpirabilidade: Ao contrário da impermeabilidade, a transpirabilidade é um parâmetro relativo. Um tecido pode ser muito pouco transpirável e outro ser bastante transpirável. Em tese poderíamos chamar os dois apenas de “transpiráveis”, mas na prática trata-se de dois produtos bem diferentes.

Neste parâmetro a quantificação é muito importante. O método considerado mais técnico é o teste Hohenstien, e o tecido é graduado com um número da seguinte forma:

  • 0 a 6: Excelente transpirabilidade. Confortável mesmo em atividade de alta intensidade aeróbica.
  • 6 a 13: Boa transpirabilidade. Confortável em atividades aeróbicas moderadas.
  • 13 a 20: Transpirabilidade satisfatória. Ideal para atividades recreacionais.
  • 20 a 30: Transpirabilidade insatisfatória para roupas.

O ponto fraco desse método é que temos que decorar a tabela. Por outro lado existe outro teste conhecido como método Acetato de Potássio B-1 que gradua a transpirabilidade em gramas de vapor que atravessa por um metro quadrado do tecido num período de 24horas.

Para efeito prático o método B-1 é muito bom, pois é evidente que um tecido que deixa passar 5000g/m²/24h é pior do que aquele que deixa passar 8000g/m²/24h.

Na prática podemos dizer que roupas com transpirabilidade abaixo de 6000g/m²/24h é apropriada para uso recreacional apenas. De 6000g/m²/24h a 10000g/m²/24h podem ser empregados para uso esportivo de intensidade moderada.

Apenas aquelas com a transpirabilidade superior a 10000g/m²/24h seria indicado para uso atlético.

 

Veja Também:

Composição de Roupas para Atividades Outdoor em Esportes de Aventura

Fonte: www.marmot.com

Luiz Makoto Ishibe

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ARTIGO POR: Fernando Zara EM fevereiro - 3 - 2011 Eventos

Modelo “Forming-Storming-Norming-Performing” foi proposto por Bruce Tuckman em 1965. Ele próprio adicionou a este modelo uma quinta etapa,” Adjourning”, nos anos 70.

A teoria “Forming-Storming-Norming-Performing” é muito eficaz na explicação do comportamento e desenvolvimento de um grupo. Podem identificar semelhanças com outros modelos, tais como o “Continuum de Tannenbaum and Schmidt” e especialmente com o modelo de liderança situacional de “Hersey and Blanchard’s Situational”, desenvolvido na mesma época.

O modelo de Tuckman explica que à medida que um grupo desenvolve suas capacidades e amadurece, se estabelece relações e o lider vai alterando o seu estilo de liderança. Partindo de um estilo diretivo, modificando-o para um estilo de coaching, depois participativo e finalmente delegando e praticamente afastado do dia-a-dia do grupo. Atingido este ponto o grupo poderá produzir/identificar um sucessor do lider e o lider anterior pode ficar disponível para desenvolver outro grupo.

O modelo “Forming-Storming-Norming-Performing”

A progressão pelas quatro etapas do modelo de desenvolvimento do desempenho de um grupo proposto por Tuckman é:

1. Forming

2. Storming

3. Norming

4. Performing

Graficamente:

Em seguida as principais características de cada uma destas etapas:

Forming – etapa 01

Esta etapa caracteriza-se por uma elevada dependência às orientações fornecidas pelo lider.

Para os objetivos transmitidos pelo lider, existe pouca ou quase nenhuma concordância do grupo. Os papéis e responsabilidades individuais não são claros. O lider deve estar preparado para responder a um conjunto de perguntas acerca do propósito, objetivos e inter-relação dos membros do grupo com entidades externas à mesma. Os processos de trabalho são, nesta etapa, freqüentemente ignorados. Os membros do grupo testam os níveis de tolerância do lider e do sistema. O lider opta por um estilo diretivo.

Esta etapa corresponde à fase de iniciação do projeto, podendo caracterizar-se da seguinte forma:

Equipe de Projeto: Está preocupada com as orientações, muito à custa de testar tolerâncias. Estes testes servem para identificar as fronteiras quer dos comportamentos inter-pessoais quer dos relacionados com as tarefas. Coincidentemente com o teste aos comportamentos inter-pessoais ocorre o estabelecimento das relações de dependência com o lider, e com outros membros do grupo.

Membros do Grupo: Comportam-se de forma muito independente. Podem estar motivados, mas estão normalmente desinformados acerca dos objetivos e questões a lidar. Alguns membros do grupo podem revelar indícios de ansiedade ou incerteza.

Gestor do Projeto: Tem que promover a união do grupo, assegurando que eles confiam uns nos outros e que têm a capacidade de desenvolver uma relação de trabalho. Usa o estilo “diretivo”. A partilha com todos o conceito ao modelo “Forming, Storming, Norming, Performing” pode ser bastante benéfica.

Storming - etapa 2

Nesta etapa não é fácil tomar decisões em grupo. Os membros do grupo estão à procura da sua posição e tentam moldar a sua relação com os outros membros e com o lider, que pode ser fortemente desafiado. A clarificação do propósito aumenta significativamente, mas persistem muitas incertezas. Subgrupos e facções podem formar-se, com as conseqüentes disputas de poder. O grupo necessita ser focalizada nos seus objetivos e deve se evitar as distrações provocadas por questões emocionais e de relacionamento inter-pessoal. Pode ser necessário estabelecer compromissos como forma de permitir o progresso. O lider atua como um coach (idêntico ao estilo de liderança “selling”).

Nesta etapa existirá competição, por vezes muito intensa, entre várias idéias, podendo, do ponto de vista do projeto caracterizar-se da seguinte forma:

Equipa de Projeto: Ganha confiança, mas existem conflitos e polarização relativamente a questões do relacionamento interpessoal.

Membros do Grupo: Mostram as suas personalidades na medida da confrontação de idéias e perspectivas com os outros membros. Frustrações e desacordo acerca dos objetivos, expectativas, papéis e responsabilidades são expressas de forma aberta.

Gestor do Projeto: Orienta o grupo ao longo da turbulência associada a esta fase de transição. A tolerância entre os membros do grupo, bem como as suas diferentes necessidade devem ser enfatizadas. (estilo de liderança – coaching).

Norming – etapa 03

Concordância e consenso são as características dominantes entre os membros do grupo, que respondem de forma satisfatória ao papel de facilitador realizado pelo lider. Os papéis e responsabilidades estão claros e são bem aceitos. As grandes decisões são tomadas em acordo com o grupo. As decisões menos importantes são delegadas a indivíduos ou pequenas equipes dentro do grupo. O comprometimento entre o grupo é forte. O grupo poderá começar a realizar atividades sociais, extra trabalho. O grupo discute e desenvolve os seus processos e estilo de trabalho. O lider é respeitado e alguns aspectos da liderança são partilhados. O lider atua principalmente como facilitador do potencial do grupo

Ao longo desta etapa as regras, valores, comportamento, métodos e ferramentas são estabelecidos podendo, do ponto de vista do projeto caracterizar-se da seguinte forma:

Equipe de Projeto: Aumento da eficácia e início do desenvolvimento de identidade do grupo.

Membros do Grupo: Adaptam o seu comportamento em função dos outros membros e estabelecem acordos para tornar o trabalho mais natural e fluido. Fazem um esforço consciente para resolver problemas e criar harmonia no grupo. Os níveis de motivação crescem ao longo desta etapa.

Gestor do Projeto: Permite que o grupo se torne muito mais autônomo. (estilo de liderança – participativa).

Performing – etapa 04

O grupo está mais consciente das questões estratégicas; sabe exatamente porque está fazendo aquilo que está fazendo. O grupo partilha da mesma visão e passa a ser capaz de fazer valer as suas necessidades e objetivos sem interferência ou participação do lider. Existe uma forte focalização no exceder os objetivos e toma a maior parte das decisões de acordo com os critérios acordados com o lider. O grupo tem um elevado grau de autonomia. Existem desacordos, mas são resolvidos de forma positiva e se necessário faz alterações nos processos e estrutura de trabalho. A grupo é capaz de trabalhar no sentido da concretização dos objetivos, ao mesmo tempo em que têm em consideração as questões relacionadas com processos, estilos e inter-relacionamentos. Os membros do grupo olham uns pelos outros. O grupo requer que o lider delegue os projetos e tarefas, não precisa de assistência nem de instruções. Os membros da grupo poderão pedir ajuda ao lider no que diz respeito ao desenvolvimento pessoal e inter-pessoal. O lider delega e supervisiona.

Ao longo desta etapa estrutura de relacionamento inter-pessoal se-assume como a ferramenta fundamental para a realização das atividades, podendo, do ponto de vista do projeto, caracterizar-se da seguinte forma:

Equipe de Projeto: Agora é capaz de funcionar como uma unidade. O trabalho é concretizado de forma tranqüila e eficaz sem conflitos inapropriados ou necessidade de intervenção externa.

Membros do Grupo: Têm a compreensão clara daquilo que é esperado deles ao nível das tarefas a realizar. São agora competentes, autônomos e capazes de realizar processos de tomada de decisão sem supervisão. A atitude “somos capazes” é agora bem visível. Ofertas de ajuda são freqüentes.

Gestor do Projeto: Deixa que o grupo tome a maior parte das decisões necessárias. (estilo de liderança – delegativa).

A quinta etapa proposta por Tuckman – Adjourning.

Bruce Tuckman, reviu o seu modelo e lhe-acrescentou um quinta etapa, a que deu o nome de “Adjourning”, também referida nas literaturas como “Deforming ou Mourning”.

Adjourning é mais do que o simples adicionar de uma nova etapa, uma vez que olha para o grupo de pessoas para além do propósito das outras 04 etapas.

A etapa Adjourning será certamente muito relevante para as pessoas que constituem o grupo e o seu bem-estar, mas não no sentido da gestão e desenvolvimento de grupo, o que é claramente o propósito central das quatro etapas originais.

Adjourning – etapa 05

A quinta etapa do modelo de Tuckman corresponde ao desmembrar do grupo, de preferência quando as tarefas foram cumpridas com sucesso e o seu propósito completamente concretizado; as pessoas se sentem bem com os objetivos atingidos.

Numa perspectiva organizacional, o reconhecimento e sensibilidade, relativamente às vulnerabilidades das pessoas, inerentes a esta etapa 05 serão uma forte ajuda, especialmente se existirem membros do grupo inseguros acerca do seu futuro. Sentimentos de insegurança são naturais em pessoas que se sentem bem com a rotina e que tem aversão a mudanças bruscas.

Caracterizando esta etapa do ponto de vista do ciclo de vida de um projeto, pode dizer-se que as tarefas estão na sua fase final de conclusão e o grupo de trabalho começa a ser desmembrada:

Equipe de Projeto: Alguns autores descrevem esta etapa 5 como “Deforming” e “Mourning”, reconhecendo o sentimento de perda por parte de alguns membros do grupo.

Menbros do Grupo: Os níveis de motivação podem decair na medida da incerteza sobre o seu futuro imediato pós-projeto.

Gestor do Projeto: Excelente para apresentar novos projeto e recomeçar a etapa “Forming” no desenvolvimento da equipe (estilo de liderança – desmontar).

Ponto forte do modelo de desenvolvimento do desempenho de um grupo (vantagens):

• Fornece um nível de orientação para o desenvolvimento do grupo.

Ponto fraco do modelo de desenvolvimento do desempenho de uma equipe (desvantagens):

• Este modelo foi descrito para pequenos grupos.

• Na realidade, os processos podem não ser tão lineares como Tuckman os descreve, mas sim cíclicos.

• As características de cada etapa não são assim tão rígidas, e na medida em que a aplicação deste modelo se depara com o comportamento humano, pode por vezes ser difícil perceber quando um grupo passou de uma etapa a outra. Pode inclusive existir alguma sobreposição entre etapas adjacentes.

• O modelo não conta com os papéis individuais que os membros do grupo terão que assumir em futuros trabalhos.

• Não existem orientações relativamente à duração típica de cada uma das etapas.

Veja Também:

Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes

Fonte: http://www.reflexo-de-saberes.pt/newsletter/online/02/newsletter_rds02_2.html

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ARTIGO POR: Fernando Zara EM novembro - 22 - 2010 Eventos

Foto: Fernando Zara

As adversidades climáticas são os maiores problemas que podem ocorrer durante a prática do excursionismo.

 

Poucos são os recursos utilizados no Brasil pelos excursionistas, no que diz respeito à meteorologia. Mais com um barômetro (ou altímetro) e algumas informações básicas, muitas situações poderiam ser previstas e até evitadas.

A natureza é movida pelas leis físicas e químicas que interagem entre si. Apesar de complexos, todos os fenômenos são de certa forma previsíveis.
Para isso é necessário uma coleta de dados confiáveis e processamento correto dessas informações.

Para que se possa entender um pouco sobre meteorologia são necessários que se conheçam alguns dos conceitos:

- A capacidade de retenção de umidade na forma de vapor que uma massa de ar possui, sendo proporcional à temperatura. (o ponto se saturação para 1 kg de ar seco a 30 graus Celsius é de 28 g de água, a 0 grau é de 4 g).

- Transformações adiabáticas numa massa de ar. (uma massa de ar é um sistema de energia, assim se uma massa ganha altitude e energia potencial, a diminuição da pressão fará com que aumente de volume). Esse processo é compensado com a perda de calor (proporção em torno de 6 graus Celsius por km, valor conhecido como gradiente adiabático). Na descida do ar o processo é inverso.

- Foco de “baixa pressão”, é a área onde o ar sobe conhecido como ciclone, este sistema é associado a mau tempo.

- Foco de “alta pressão”, é o ponto em que o ar desce a terra, também conhecido como anticiclone, este associado a tempo bom.

- Frente fria: é o deslocamento da massa de ar frio, que por ser mais forte vem empurrando a massa de ar quente, as massas de ar frio nascem nas regiões polares e avançam para faixa tropical.

- Frente estacionaria: é a frente resultante do choque de massa de ar quente e fria, que por possuírem a mesma força ficam paradas sobre uma região.

- Micro clima: é o conjunto dos fenômenos meteorológicos de uma região, de âmbito local, que ocorre de forma independente dos fenômenos regionais.

Uma massa de ar quente quando em contato com a terra, absorve a umidade resultante da evaporação, aumentando assim o valor da umidade relativa.

Os fenômenos de nível regional são em geral mais previsíveis do que o de nível local. No entanto as regiões montanhosas são normalmente caracterizadas por possuírem um micro clima particular. Isso faz com que o estudo dos fenômenos locais seja uma pratica muito importante na elaboração de roteiros nessas regiões. (época do ano).

Dentre os fenômenos regionais mais conhecidos estão às frentes frias, quentes e estacionarias, associadas ao foco de alta e baixa pressão.

A Energia Solar e a Terra

A energia Solar e a Terra.

 

A fonte de energia para todos os fenômenos meteorológicos que ocorrem na superfície do nosso planeta é o Sol. A radiação solar chega a terra em forma de ondas eletromagnéticas, e a sua energia é sentida pelos organismos principalmente na forma de luz e calor.

No entanto a presença de nuvens e a curvatura de nosso planeta faz com que a sua distribuição não seja uniforme na superfície terrestre. Isso faz com que uma região acumule por absorção mais energia que outra.

O mecanismo da condensação do vapor de água.

A condensação do vapor de água na atmosfera ocorre normalmente devido à elevação de uma massa de ar úmida (ganho de altitude). As transformações adiabáticas (troca de calor) fazem com que ela se resfrie. Se nesse processo o ponto de condensação for atingido, dará inicio a formação de nuvens.

Para que isso seja possível é necessário que existam nessa massa de ar partículas sólidas em suspensão (poeira, poluição, etc.), que sirvam de núcleo de condensação. Caso isso não ocorra (ar muito puro), o processo pode não acontecer, mesmo que a massa de ar fique super saturada.

O ganho de altitude de uma massa pode ocorrer de varias formas:

- Gradiente térmico, o ar quente é menos denso do que o ar frio, se uma massa de ar for aquecida, esta ganhara altitude, formando um foco de baixa pressão.

- Encavalamento, se duas massas de ar se chocar, a mais quente subira por cima da mais fria.

- Obstáculos naturais, se na trajetória do deslocamento de uma massa de ar existir um obstáculo geográfico que não pode ser contornado (uma cordilheira, maciço ou montanha), essa ganhara altitude ate passas por cima do relevo.

O vento.

O vento é o deslocamento de massa de ar de um ponto de alta pressão para uma de baixa pressão. Esse deslocamento não ocorre de forma linear, mas devido a influencias externas (força de Coriolis, relevo, etc). Esse fenômeno ocorre em espiral que lembra a letra “S”. No hemisfério sul o vento descreve o movimento anti-horário sobre o foco de alta pressão, para chegar ao foco de baixa pressão com deslocamento no sentido horário.

As Frentes

As frentes.

 

A entrada da frente fria e quente é precedida por variação de pressão e aparecimento de nuvens tipo “Cirrus”. Quando a massa de ar frio é mais forte que a massa de ar quente, é chamada de “frente fria”, no caso inverso é “frente quente” se houver equilíbrio nas massas é “estacionaria”.

Grosseiramente podemos dizer que no hemisfério sul as frentes frias deslocam-se de sul para norte, e o inverso acontece para as frente quente.

Formação de neblina.

Quando a condensação ocorre no nível da superfície há a formação de nuvens baixa, que denominamos genericamente de “neblina”.

Neblina é resultante do resfriamento do ar, nas montanhas é comum que haja uma variação de temperatura muito grande entre dia e noite, a alta temperatura diurna evapora a umidade e abastece a massa de ar com carga de vapor, com o anoitecer alem da queda natural da temperatura a terra por esfriar-se mais rapidamente faz o papel de trocador de calor do nível inferior da atmosfera (alguns metros), o declínio da temperatura deste nível leva a saturação, desencadeando assim o processo da condensação, dando origem à neblina, esta pode ser muito densa, mas costuma se dissipar com a chegada do dia (acréscimo da temperatura).

Tormentas de verão.

Tormenta de Verão - Foto Marcio Prado

As tormentas de verão são fenômenos muito comuns nas regiões serranas (montanhosas) da faixa tropical há subtropical nos meses mais quentes do ano.

 

O Sol forte aquece a superfície terrestre de uma determinada área, onde paralelamente ocorre à evaporação da umidade que é absorvida pela massa de ar, a massa é aquecida de forma direta quanto de forma indireta pelo contato da terra, o ar quente menos denso, tende a subir, que num processo tipo reação em cadeia pode atingir uma velocidade superior a 100 km/h e chegar a uma altitude perto de 10.000 mts. Se a massa de ar subir a 8.000 mts, terá uma perda de 36 graus em temperatura, durante a subida ocorrera à condensação da umidade que formara nuvens tipo “Cúmulos Nimbus” e descarregara uma chuva torrencial, podendo ocorrer o “granizo”.

Este tipo de fenômeno nem sempre é previsível, existem dias favoráveis a sua ocorrência, fique atento a dias mais quentes e úmidos do verão.

Tempestade Elétrica.

Tempestade Elétrica

 

A tempestade elétrica é um fenômeno que pode estar associado a outros, como tormentas e frentes.

O que o caracteriza é a presença de trovões e raios e pode ser muito perigosa, principalmente se ocorrer nas montanhas.

O raio é uma descarga elétrica de alta intensidade, a sua potencia é tanta que pode carbonizar um animal num impacto direto, rachar pedras e derrubar arvores.

Mesmo não atingido de forma direta, sua carga necessita de uma área muito grande para a dissipação, e todo ser que estiver nessa zona estará correndo certo risco.

Os raios tendem a cair nos locais altos (menor distancia) e pontiagudos, os picos e as arvores altas estão entre as preferidas.

Com base nos pontos preferenciais, pode se ter uma boa idéia dos locais com a menor probabilidade de impacto direto (zona de sombra), que é a área abrigada por um cone que pode ser representado na projeção de um triangulo quadrado com dois ângulos de 45 graus.

Para que o processo seja desencadeado é necessário que haja a ionização do ar que esta entre a zona eletricamente carregada e a terra, essa ionização pode ser sentida por uma pessoa, principalmente se ela estiver seca (arrepios de cabelo, zumbido no ar), se perceber esse tipo de fenômeno, é a hora de cair fora o mais rápido possível.

Para fugir desse tipo de fenômeno, não se aconselha buscar abrigos em cavernas e depressões (mesmo nas zonas de sombra, pois é normalmente a zona de dissipação), a não ser que tenha um vão livre de pelo menos 2,5 m acima e aos lados do corpo. Também não se aconselha ficar encostado em uma parede ou com os membros que estão em contato com a superfície do terreno afastados um do outro, isso se deve ao fato da resistência da rocha ser infinitamente superior a do organismo animal. Se a carga de dissipação encontrar um caminho mais fácil de percorrer que o da rocha, ela vai preferir. Mesmo que exista um vazio entre o corpo e a rocha, o ar pode ser ionizado e ocorrer um micro raio entre eles por isso a distancia mínima é de 2,5 m.

Fonte: http://www.cptec.inpe.br

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ARTIGO POR: Fernando Zara EM outubro - 31 - 2010 Eventos

“Alcançar um galho lá no alto, até então possível somente com os olhos, ouvir e sentir a energia poderosa de uma árvore faz todas suas energias se revigorarem, despertar em você ainda mais o respeito por esse ser vivo” Fernando Zara

ESCALADA NAS ÁRVORES – Tree Climbing

Num primeiro momento parece um pouco complicado, mais depois de alguns metros se percebe que o esforço é mínimo quando se está subindo pelas cordas, um sentimento diferente vai surgindo com a altura, com o ponto de vista, com detalhes da natureza.

A atividade é lenta, porém, possibilita a cooperação e ajuda de quem está no chão, qualquer um pode subir.  A atividade pode ser personalizada e montada a cada dia em um lugar diferente e sofrer algumas variações, contendo tirolesa, pendulo ou rapel para voltarmos ao chão.

Benefícios do Tree Climbing.

O Treeclimbing (escalada de arvores) possui uma série de vantagens distintas sobre muitas outras atividades de aventura.

Aqui estão algumas delas:

É um exercício divertido e estimulante, um excelente treino para os braços e pernas.

Um desafio para nossos sentidos, uma maneira gostosa de perceber os detalhes a nossa volta. Embora não seja tão exigente como aparece, a escalada trabalha alguns grupos musculares pouco utilizados em nosso dia a dia, alem de ser muito seguro, já que você conta com aparelhos e técnicas especificas e muito simples.

Você não precisa ir muito longe para encontrar uma boa árvore para subir, especialmente se você estiver em uma área natural, afinal quem nunca subiu numa árvore pura e simplesmente na busca de um desafio ou um ponto de vista diferente.

As árvores estão vivas e conseguimos sentir sua energia, paz e tranqüilidade que reinam em seus galhos, assim que chegamos mais perto.

Vivi e Larissa

Todos os seus sentidos ganham vida. A nova perspectiva é adicionada à experiência da escalada à medida que o som do vento assovia por entre as folhas, aguçando ainda mais seus sentidos.

Durante os meses quentes, você tem a copa para fornecer sombra. No inverno as folhas caem e não há nenhuma barreira para a luz quente do sol.

Veja Também…
http://www.zoomaventura.com.br/treeclimb/

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ARTIGO POR: Fernando Zara EM março - 16 - 2010 Eventos

A Pedra do Báu, no município de São Bento do Sapucaí, ao lado de Campos do Jordão, é uma formação rochosa fantástica. Suas formas mudam com poucas variações de ângulo. O conjunto rochoso Pedra do Baú é composto por três grandes rochas que se destacam: Bauzinho, Baú e Ana Chata.

A Pedra do Baú pode ser apreciada por pessoas que querem apenas caminhar 5 minutos e se deslumbrar com a paisagem, mas a  proposta da Zoom Aventura com o programa Baú Vertigem, é de levar um grupo entre 6 e 10 pessoas para caminhar em torno do Baú, escalar pela  escada norte, chegar ao topo e retornar fazendo um rappel com uma exposição de aproximadamente 300 metros de altura, em 2 lances, totalizando quase 100 metros de rappel, chegando ao colo do Baú, onde com toda segurança será feita uma escalaminhada pela fina crista rochosa com cordas instaladas minimizando os riscos envolvidos.

O Programa Baú Vertigem da Zoom Aventura será feito em 2 dias: 1º dia no Horto Florestal de Campos do Jordão, onde apresentaremos a atividade em detalhes, faremos uma instrução sobre equipamentos e procedimentos na parte da manhã e após o almoço, praticaremos o rappel em uma rocha de 20 metros de altura. No 2º dia  sairemos de Campos do Jordão, rumo a Pedra do Baú às 7h00 da manhã para a aventura que chamamos de Baú Vertigem!

    • Parque Estadual de Campos do Jordão.
    • Pedra do Baú – São Bento do Sapucaí.

O programa tem como finalidade proporcionar um contato direto e intenso com o ambiente vertical.

Todos os equipamentos utilizados nos procedimentos verticais serão fornecidos pela Zoom Aventura.

ü  O participante poderá utilizar caso possua seu próprio material (lanterna de cabeça, cadeirinha, capacete, fitas e mosquetões) os mesmos serão checados e aprovados para o uso por um dos instrutores.

As atividades de Sábado serão realizadas no Parque Estadual de Campos do Jordão, 15 km do centro de Capivari.

As atividades do Domingo serão realizadas na Pedra do Baú, 27 km do centro de Campos do Jordão.

  • Um Kit lanche será fornecido para as atividades de domingo na pedra do Baú.

ü  9h00Parque Estadual de Campos do Jordão.

  • Apresentação dos participantes e instrutores, fotos, vídeos e alinhamento das expectativas e duvidas sobre o programa.

ü  12h00 – Almoço.

ü  13h30 – Caminhada com atividade do rapel.

  • Momento para checagem individual e prática dos procedimentos que serão utilizados no domingo.

ü  18h30 – Encerramento.

ü   7h30 – Saída para Pedra do Baú.

  • O transporte será feito em van ate o estacionamento do Bauzinho, a partir desse ponto caminharemos pela trilha da face Sul ate atingirmos as escadas da face norte, que dão acesso ao cume.
  • Com o uso de equipamentos individuais (cadeirinhas, capacetes, fitas e mosquetões) iniciaremos nossa subida ao cume da “Pedra do Baú” encontraremos pelo caminho escadas de metal fixas a rocha e trilhas nas encostas da Pedra.
  • No cume, com o belo visual de toda a região faremos um lanche, conheceremos um pouco da historia, lendas e curiosidades da região.
  • Logo após a montagem das cordas iniciaremos os procedimentos para a descida.
  • Durante todos os procedimentos verticais os participantes e instrutores se encontraram devidamente equipados (cadeirinhas, capacetes, fitas e mosquetões) e ancorados em pontos de apoio na rocha, em todo processo de descida vertical a segurança será feita de cima por um dos instrutores/participantes.

Pedra do Báu vista do Bauzinho.

  • Fase 01 – Com aproximadamente 22 metros, o procedimento de descida sai do cume (bico do Baú) em direção ao primeiro ponto de ancoragem.
  • Fase 02 – Com aproximadamente 65 metros o procedimento de descida sai do primeiro ponto de ancoragem ate a trilha que da acesso ao colo.
  • Fase 03 – Passando pela trilha entre as duas rochas (colo) utilizaremos um corrimão feito com cordas e aparelhos de segurança (Camalot’s) seguindo até a escada metálica dando acesso a base da rocha e a trilha de retorno ao estacionamento.

Não se engane a sensação de altura e “vertigem” estarão sempre presentes.

ü  18h30 – previsto para encerramento e retorno para pousada/hotel.

  • Algumas variantes podem atrasar o decorrer do programa estendendo o horário de encerramento.

Maiores informações pelos telefones:

12 3663-3746 – Zoom Aventura

http://www.zoomaventura.com.br/bau-vertigem/

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ARTIGO POR: Fernando Zara EM janeiro - 2 - 2010 Eventos

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