Fernando Zara

Tudo sobre o mundo vertical!

Quem não sonha com uma comida quente no final de um longo dia de caminhada?

Cozinha de campo

Os fogareiros de hoje em dia são responsáveis por verdadeiros milagres – são “fogões de bolso”, eficientes, muito quentes (com um grande poder calorífico), práticos e pequenos. Se você faz caminhadas longas, com mochilas cargueiras que duram vários dias em lugares isolados ou acampa com alguma freqüência, você precisa de um fogareiro. Se você vai para regiões geladas, onde é necessário derreter neve ou não quer nada tão técnico assim, existem vários modelos de fogareiros no mercado para os mais diversos fins e nem todos usam o mesmo combustível.

Benzina, álcool e gasolina são facilmente encontráveis em qualquer lugar do Brasil. Além do mais, são mais “ecológicos”, pois não geram um cartucho de gás vazio no final do uso. Querosene também se encontra em quase qualquer lugar – sendo uma boa solução para quem faz expedições ao redor do mundo. Se este não é o seu caso e você pretende, no máximo, dar um pulinho até a Patagônia, fazer o Caminho de Santiago ou Macchu Picchu, além de rodar pelo Brasil, confira essas dicas…

Tipos de Fogareiros:

1. “Espiriteiras” – além de serem muito baratas, são minúsculas e funcionam bem em situações normais de uso. Usam álcool hidratado, mais não é recomendado para uso mais profissional.
2. “LPG” – são também muito baratos mas o poder calorífico é menor que os “multifuel”. Funcionam muito bem nas temperaturas que temos no Brasil, mais não são indicados para serem utilizados em grandes altitude ou locais muito frios.
3. “Multifuel” – são os fogareiros mais caros do mercado, mas costumam durar muito tempo e serem muito eficientes. Costumam vir acompanhados das garrafas próprias para o acondicionamento do combustível e só devem ser utilizadas com este tipo de recipiente.

Alguns tipos de combustíveis:

1. Qualquer fogareiro para ser usado com combustível líquido queima benzina (“white gas”). Esse combustível costuma ser vendido como “combustível de acampamento” (camping fuel) ou “combustível de fogareiro” (stove fuel), sob várias marcas diferentes. Ele costuma evaporar fácil e limpamente. É muito volátil e deve ser usado com muito cuidado. É a nossa benzina retificada.
2. Fogareiros “multifuel” aceitam quase todo tipo de combustível como querosene, diesel, gasolina, benzina retificada (é o combustível mais limpo que existe. Nos países de língua espanhola da América do Sul, encontramos algo parecido chamado “Benzina Blanca”, mas não tão limpo e puro quanto a benzina retificada nacional). No entanto, alguns combustíveis são muito “sujos” e acabam comprometendo o desempenho do equipamento. Mais nada que uma limpeza não resolva, seu uso exige que sejam “bombeados” para criar a pressão dentro da garrafa, e sua manutenção deve ser regular – principalmente quando queimam combustíveis como querosene.

São os fogareiros mais populares para usuários freqüentes, grandes expedições e montanhistas. O querosene costuma ser fácil de encontrar (mais do que os outros tipos de combustível). No entanto, exige que álcool ou outro agente seja usado para começar a queimar. Provavelmente, deixará seu fogareiro um pouco engordurado, preto e cheirando a … querosene! Mas é também muito econômico e mais seguro que a benzina, por não ser tão volátil.

3. LPG (Liquidified Petroleum Gás) – é o termo genérico para combustíveis como butano, isobutano e propano, que são acondicionados e vendidos em um recipiente de metal pressurizado (cartucho), facilmente encontráveis nos países industrializados. Com apenas uma válvula sendo a responsável pela abertura do sistema, ele é de fácil manutenção. São muito convenientes para o uso – leve e funcionam muito bem! São populares entre usuários ocasionais, remadores, viagens curtas e montanhistas de verão. O cartucho acrescenta custo e um lixo para o meio ambiente, se não for devidamente reciclado. E, lembre-se, se você pode carregar o cartucho cheio para o meio ambiente, também poderá trazê-lo vazio de volta…

Marcas e modelos.

MSR

MSR XGK

XGK-EX™
Por mais de 35 anos, a MSR ® XGK™ tem sido um dos mais confiáveis fogareiros do mundo para condição extremas, tendo a confiança de montanhistas em todas as partes. O XGK EX continua com esse legado de inigualável performance, confiabilidade e boa capacidade de queima de combustível multi-estufa do que qualquer outro do mercado. Possui uma linha de combustível flexível, que permite que o conjunto fique menor, assim, uma chama poderosa que derrete a neve e faz a água ferve incrivelmente rápida, sendo Multi Fuel Reliably.
Seguro e com seu novo sistema Shaker Jet™ limpa o fogareiro com um agito simples do sistema.
Compacto e Superfast, ferve 1 litro de água em apenas 2,8 minutos (usando o querosene).
Extra-Stable ou seja pernas retrateis e apoios de panela fornecendo uma plataforma mais segura.

MSR Internationale

WHISPERLITE™ INTERNACIONAL
Uma versão multi-combustível do lendário fogareiro Whisper Lite, o Internationale é bastante forte e confiável e ainda mais versátil. Dispondo de sistema auto limpante Shaker Jet™. O Internationale queima, gás branco, querosene e combustível sem chumbo, tornando-se a escolha perfeita para pessoas que procuram versatilidade, fogareiro leve e compacto multi-combustível.
Confiabilidade comprovada e de design simples e eficiente.

PRIMUS

Primus EtaPowerMF

PRIMUS ETAPower™ MF
Este fogareiro baseia-se no fogão EtaPower EF, que tem sido refinado com um pré-aquecimento perfeitamente ajustado, um queimador melhorado, e uma série de pequenas alterações a partir do seu antecessor. Isto permite que o fogão possa ser usado com ambos os combustíveis líquidos e gás LP, tais como gás branco, gasolina e se necessário até mesmo querosene. Este, por sua vez, oferece menor consumo de combustível e um menor peso total durante caminhadas, passeios e expedições.

Primus Gravity Mf II

PRIMUS GRAVITY™ II MF
Gravity™ II MF teve sua altura reduzida em aproximadamente 30% quando comparado as linhas mais tradicionais. Isto fez com que melhorasse ainda mais a estabilidade do conjunto fogareiro/panela. O novo posicionamento do sistema de pré-aquecimento liquido do combustível facilitou seu uso. O fogareiro tem 4 pernas dobráveis para estabilizá-lo o que permite o uso de panelas maiores. Gravity™ II MF é um produto top de linha e permite o uso tanto com gás liquefeito ou combustíveis líquidos tais como benzina retificada, gasolina, querosene e se necessário diesel. Acompanha Ergo Pump (componentes em alumínio e latão), ferramenta multi uso com agulha de limpeza.

Veja Também:

Fonte:

http://www.primusbrasil.com.br/

http://cascadedesigns.com/msr

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ARTIGO POR: Fernando Zara EM junho - 28 - 2010 Artigos Técnicos

Livro 7 Hábitos das Pessoas Eficazes

Stephen Covey baseou seus fundamentos para o sucesso na Ética do Caráter– atributos como integridade, humildade, fidelidade, temperança, coragem, justiça, paciência, diligência, simplicidade, modéstia e na Regra de Ouro: fazer aos outros o que desejamos que nos façam. A Ética da Personalidade – crescimento da personalidade, treinamento em práticas de comunicação e educação na área de influências estratégicas e pensamento positivo – é secundário para a Ética do Caráter. O que somos transmite muito mais eloqüentemente do que o que dizemos ou fazemos

Um paradigma é a maneira como percebemos, compreendemos e interpretamos o mundo à nossa volta. É uma maneira diferente de olhar as pessoas e as coisas. Para sermos eficazes necessitamos fazer uma mudança de paradigmas. A maioria das descobertas científicas é resultado de quebras de paradigmas, tais como quando Copérnico considerou o Sol como o centro do universo e não a Terra.
Quebras de paradigmas são mudanças quantificáveis, mesmo que lentas e deliberadas ou instantâneas.
Um hábito é a interseção entre o conhecimento, a habilidade e o desejo. O conhecimento é o que fazer e porque fazer, a habilidade é o como fazer; e o desejo é a motivação, o querer fazer. Para tornar algo um hábito em nossas vidas precisamos reunir estes três elementos.
Os sete hábitos são uma abordagem altamente integrada que passa da dependência (você cuida de mim) para a independência (eu cuido de mim mesmo) e para a interdependência (podemos fazer algo melhor juntos).
Os três primeiros hábitos tratam da independência – a essência do crescimento do caráter.
Os hábitos 4, 5 e 6 tratam da interdependência – trabalho em equipe, cooperação e comunicação. O hábito 7 é o hábito da renovação.

Os sete hábitos estão em harmonia com a lei natural que Covey chama de “Equilíbrio P/CP”, onde o P representa a produção dos resultados desejados e CP indica a capacidade de produção, os bens ou os meios. Por exemplo, se você falha na manutenção de um cortador de grama (CP) ele se desgastará e não será capaz de aparar a grama (P). Você necessita equilíbrio entre o tempo gasto aparando a grama (resultado desejado) e a manutenção do cortador de grama (bens). Os bens podem ser físicos, como o exemplo do cortador de grama; financeiros, tais como o equilíbrio entre o capital (CP) e o interesse (P); humanos, tais como o equilíbrio entre o treinamento (CP) e o horário das reuniões (P). Você necessita de equilíbrio para ser eficaz; de outra forma você não terá o cortador de grama e nem a grama aparada.

Hábito 1: Seja Pró-ativo

Ser pró-ativo implica ser responsável por sua vida – a capacidade de escolher uma resposta à determinada situação. O comportamento pró-ativo é um produto de sua escolha consciente baseada em valores e não resultado de um comportamento reativo, baseado em sentimentos. As pessoas reativas deixam circunstâncias, condições, ou o ambiente mostrarem a ela como responder. Pessoas pró-ativas deixam seus valores selecionados, internalizados e cuidadosamente pensados dizer como responder. Não é o que nos acontece, mas a nossa resposta, que diferencia estes dois comportamentos. Ninguém pode torná-lo miserável a menos que você consinta.

A linguagem que utilizamos é um indicador real de nosso comportamento. As comparações estão na tabela acima.

Hábito 2: Comece com o Objetivo em Mente

A aplicação fundamental deste hábito é iniciar cada dia com uma imagem ou paradigma do final da sua vida como um quadro de referência. Cada parte de sua vida pode ser analisada em termos daquilo que realmente é mais importante para você – a visão de sua vida como um todo.
Todas as coisas são criadas duas vezes – há uma criação mental ou inicial, e uma criação física, ou segunda criação. Para construir uma casa, primeiro você faz uma planta e depois constrói a casa real. Você cria um discurso no papel antes de pronunciá-lo. Se você quer ter uma empresa bem-sucedida inicie com um planejamento que irá produzir um determinado objetivo; assim, a liderança é a primeira criação e o gerenciamento é a segunda. Liderar é fazer as coisas certas e gerenciar é fazer as coisas do jeito certo.
Para começar com um objetivo em mente, desenvolva uma filosofia pessoal ou credo. Comece considerando os exemplos abaixo:

  • Jamais comprometa sua honestidade.
  • Lembre-se das pessoas envolvidas.
  • Mantenha uma atitude positiva.
  • Exercite seus valores diariamente.
  • Mantenha o senso de humor.
  • Não tenha medo dos erros.
  • Facilite o sucesso dos subordinados.
  • Leia um livro sobre liderança por mês.

Ao centrarmos nossa vida em princípios corretos, criamos uma base sólida para o desenvolvimento dos quatro fatores que sustentam a vida: segurança, orientação, sabedoria e poder. Princípios são verdades fundamentais. Eles são linhas estreitamente interligadas, tecendo a vida com exatidão, consistência, beleza e força.

Hábito 3: Primeiro o mais Importante

O Hábito 1 diz: “Você é o criador. Você está no comando”.
O Hábito 2 consiste na primeira criação e está baseado na imaginação – liderança baseada em princípios. O Hábito 3 é a prática do gerenciamento pessoal e requer como pré-requisitos os Hábitos 1 e 2.
É o gerenciamento do nosso tempo no dia-a-dia, a cada momento.

Uma sugestão de matriz do gerenciamento do tempo está diagramada abaixo:

Urgente significa que requer nossa atenção imediata, e Importante tem a ver com resultados que contribuem para nossa missão, nossos objetivos e valores.
Pessoas eficazes, pró-ativas, gastam a maior parte do seu tempo no Quadrante II, desse modo, reduzindo o tempo gasto no Quadrante I. Quatro atividades são necessárias para ser eficaz. Primeira atividade: anotar os papéis principais (tais como Gerente de Vendas, Diretor e pai) que desempenha durante a semana; segunda atividade: listar suas metas para cada papel utilizando as atividades do Quadrante II.
Estas metas devem estar vinculadas às suas metas pessoais ou filosofia desenvolvida no Hábito 2; terceira atividade: planejar o seu tempo para atingir as metas; quarta atividade: adaptar a agenda semanal às suas atividades diárias.

Hábito 4: Pense em Ganha/Ganha

Ganha-Ganha é um estado de espírito que busca constantemente o benefício mútuo em todas as interações humanas. Todas as partes se sentem bem com a decisão; de fato, o objetivo final é, em geral, a melhor maneira. Se o Ganha/Ganha não é possível, então a alternativa é Nada Feito. Para criar estes benefícios mútuos, exige-se muita coragem e consideração, especialmente se a outra parte está pensando Ganha/Perde.

O princípio Ganha/Ganha abrange cinco dimensões interdependentes da vida:

  • Caráter
  • Relacionamentos
  • Acordos
  • Sistemas
  • Processos

O caráter envolve características de integridade; maturidade, que é o equilíbrio entre a coragem de expressar seus sentimentos e a consideração pelos outros; e mentalidade de abundância que diz haver o bastante para todos.
Nos relacionamentos ambos os lados acreditam um no outro e estão profundamente comprometidos com o Ganha/Ganha. Os acordos requerem os cinco elementos: resultados desejados, orientação, recursos, administração e conseqüências.
Acordos Ganha/Ganha somente sobrevivem em um sistema que sustentem estes cinco elementos. Você não pode falar em Ganha/Ganha e recompensar com Ganha/Perde. Para se obter soluções Ganha/Ganha é necessário um processo de quatro fases:
(1) ver o problema do ponto de vista do outro,
(2) identificar as questões-chave e as preocupações envolvidas,
(3) determinar os resultados aceitáveis, e
(4) identificar as novas opções possíveis para atingir esses resultados.

Hábito 5: Procure Primeiro Compreender, Depois ser Compreendido

Procurar primeiro compreender implica uma mudança no paradigma, visto que geralmente procuramos que primeiro nos compreendam. Escuta empática é a chave para uma efetiva comunicação. É o foco na aprendizagem de como a outra pessoa vê o mundo, como ela o sente. A essência da escuta empática não está em concordar com alguém; mas sim compreender aquela pessoa profundamente, tanto no plano emocional quanto no intelectual. Depois da sobrevivência física, a maior necessidade humana é a sobrevivência psicológica – ser compreendido, se afirmar, receber incentivo, ser amado.
A segunda parte do hábito está em ser compreendido. Covey utiliza-se de três palavras gregas na seguinte seqüência: ethos, pathos, logos.
Ethos é a sua credibilidade emocional ou caráter;
Pathos é a empatia que você tem comunicando-se com outra pessoa; e
Logos é a lógica ou a parte pensada da comunicação.

Hábito 6: Sinergia

Sinergia significa que o todo é maior do que as partes. Os primeiros cinco hábitos preparam para o Hábito 6. Ele foca o conceito de Ganha/Ganha e as habilidades de comunicação empática para enfrentar os desafios e trazer novas opções que não existiam antes. A sinergia ocorre quando as pessoas abandonam suas comunicações monótonas e a mentalidade Ganha/Perde e se abrem para uma cooperação criativa. Quando há uma compreensão genuína, as pessoas encontram soluções que são melhores do que encontrariam agindo individualmente.

Hábito 7: Afine o Instrumento (Renovação)

O Hábito 7 significa parar para afiar a serra que assim ela cortará mais rápido.
O Hábito 7 é o seu CP pessoal – preserva e melhora seu bem mais precioso, que é você. Renova as quatro dimensões de sua natureza – física, espiritual, intelectual e emocional. As quatro dimensões de sua natureza devem ser exercidas com regularidade, de forma equilibrada e sensata. Renovar a dimensão física significa comer os alimentos adequados, descansar e relaxar e praticar exercícios regularmente. A dimensão espiritual é o seu comprometimento com o sistema de valores. A renovação vem da oração, meditação e leituras espirituais. A dimensão mental é o desenvolvimento permanente do intelecto através da leitura, seminários e da escrita. Estas três dimensões pertencem ao Quadrante II e não podemos recusar o tempo necessário a elas. A dimensão emocional de nossas vidas está vinculada aos relacionamentos com os outros, e através deles se manifesta. Esta atividade não exige tempo mas requer treinamento.

Ser Eficaz

Veja Também:

Teoria da Escolha

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ARTIGO POR: Fernando Zara EM junho - 11 - 2010 Trabalhos & Expedições

Teoria da escolha na OUTWARD BOUND

Butch Greer Outward Bound Canada 2007

Traduzido e adaptado por Rodrigo Bastos OBB 2008

Hummmmm

Quais são as raízes da Teoria da Escolha?

Teoria das escolhas é um modelo psicológico educacional desenvolvido nos últimos 30 anos pelo psiquiatra Dr. Willian Glasser. É usado de maneira ampla em escolas e outras instituições Norte Americanas.

O que é a teoria da escolha?

É uma teoria que tenta explicar o comportamento psicológico e fisiológico. Ela diz que todo comportamento é internamente motivado e escolhido. Diz também que esses comportamentos sempre são nossa melhor tentativa de em um dado momento satisfazer nossas cinco necessidades básicas embutidas dentro de nossa estrutura genética.

Por que aprender teoria da escolha?

Por que ela nos ajuda a entender o porquê decidimos fazer o que fazemos. Quando mudamos nosso pensamento, nos percebemos que coerção de ouros, inclusive o uso de prêmios e punições não resulta em soluções no longo prazo.

A teoria da escolha é altamente compatível com a educação experiencial da Outward Bound. A eficácia no uso de qualquer modelo educacional depende do comportamento do instrutor em estudar e praticar continuamente. Esse resumo não substitui os livros que existem hoje no mercado, mas da uma ponta pé no assunto.

Filosofia e Premissas.

  1. As pessoas são instrisecamente motivadas. Nos podemos apenas controlar nosso comportamento. Ninguém pode nos forças a fazer algo. Ameaças e punições são pouco eficazes.
  2. Tudo que podemos dar ou receber das pessoas são informações. Como lidamos com essa informação é nossa escolha.
  3. Foque no presente e não no passado, problemas são causados por relacionamentos insatisfatórios no presente. Evite discutir sintomas e reclamações o maximo possível, essa são maneiras como as pessoas escolhem lidar com relacionamentos insatisfatórios. No coração de toda situação tem um problema de relacionamento.
  4. Todo comportamento é uma escolha, proposital e dirigida a satisfazer as cinco necessidades básicas:

  • Sobrevivência – comida, roupas, abrigos, segurança.
  • Amor e pertencimento – dar e receber amor, apoio e amizade, envolvimento e conexão, aceitação e apreciação.
  • Poder – habilidade e sensação de conquista, competência e influencia reconhecimento por si e pelos outros, melhoramento continuo.
  • Liberdade – agir e pensar sem restrições, escolha e independência, agir sem coerção, outonomia.
  • Diversão – sentir prazer e desfrutar, aprender e rir, brincar e recrear.

Necessidades são satisfeitas quando atingimos as imagens que temos no nosso “Mundo de Qualidade”. De tudo que sabemos o que colocamos no “Mundo de Qualidade” é o mais importante.

  1. Tudo que podemos fazer é comportamento. Comportamento é “Comportamento Total” é composto de quatro componentes interligados: Ação, Pensamento, Sentimento e Fisiologia. O foco deve ser no que podemos fazer diretamente: “Ação e Pensamento” e devemos gastar pouco tempo naquilo que não podemos fazer diretamente. “Sentimento e Fisiologia”: Sentimento e Fisiologia só podem ser mudados com uma mudança em ação e pensamento.
  2. Todas as pessoas estão fazendo o melhor que elas podem pra atingir suas necessidades em qualquer momento. No entanto todos podem aprender maneiras melhores para suprir suas necessidades.
  3. Uma pessoa precisa poder escolher mesmo em um contexto onde a liberdade é limitada.
  4. Uma pessoa não vai mudar se não tiver um retorno positivo.
  5. Um ambiente que suporta e reconhece um comportamento positivo facilita mudanças melhor que um que foca em comportamentos negativos.
  6. Para podermos ajudar os participantes eles devem pensar nos instrutores como parte do seu “Mundo de Qualidade”.
  7. Evite criticar, acusar ou reclamar, instrutores que usam coerção, punição, ameaças e prêmios como parte de sua metodologia não serão percebidos pelos participantes como parte de seu “Mundo de Qualidade”. Esses elementos iram destruir o relacionamento.
  8. Uma pessoa é basicamente boa. Ninguém é deliberadamente mau.

Teoria da Escolha

Como a teoria da escolha funciona:

Pessoas, situações e coisas são o “Mundo Real”. Este mundo proporciona estimulo e é neutro, nem bom nem mal, apenas informação. O sitema sensorial pega o estimulo e o cérebro processa-o através de um “Filtro de Conhecimento” e um “Filtro de Valor. O resultado é que o estimulo se torna parte do “Mundo Percebido”. Nesse nível o cérebro pode passar a informação através do “Sitema de Avaliação”, o lugar onde se compara. Se a avaliação é igual a que esta no “Mundo de Qualidade” de uma pessoa é percebida como algo que essa pessoa quer. Fazendo isso ela supre uma das cinco necessidades básicas. Se a avaliação do “Mundo Percebido” não se iguala as imagens do “Mundo de Qualidade” isso resulta num sinal de frustração que se manifesta através de Fisiologia e Sentimento.

Glasser usa a analogia de um carro, sendo as rodas de trás o Sentimento e fisiologia e as rodas de frente Ação e Pensamento. Sentimentos seguem Ações. Através de mudanças no Pensamento e Ação podemos mudar o comportamento e assim mudar sentimento e fisiologia.

Se fizermos uma mudança com sucesso podemos colocar o “Comportamento Total” dentro do “Mundo de Qualidade”. Para fazer isso acontecer Glasser desenvolveu um método de questionamento que ajuda revelar o conhecimento que a pessoa já possui.

  1. Mundo percebido – O que aconteceu?
  2. Sistema de Comportamento – O que você esta fazendo, pensando, sentindo?
  3. Sistema de avaliação – E esta funcionando?
  4. Mundo de Qualidade – o que você quer?

Através deste processo de questionamento, novas imagens do “Mundo de Qualidade” podem se estabelecer e a pessoa pode achar maneiras para atingir suas necessidades.

Técnica da Teoria da Escolha.

  • Fazendo Funcionar:
    • Faça amigos; seja pessoal: “eu me importo com você o suficiente pra me envolver. Eu me importo o suficiente com você pra ser seu amigo”. Invista em momentos a cada dia pra fazer laços, mais jamais finja algo. Para ajudar um participante com a teoria da escolha, ele precisa colocar você dentro do “Mundo de Qualidade”. Ser um amigo mentor e coach pode ajudar muito nisso.
    • Passo 01 – Lidar com o “Mundo Percebido”. Ajudando o participante e você a entender o que a situação é.
      • Pergunte, “Fale-me o que aconteceu?”

Alternativas e questões de suporte;

        • O que é mais importante pra você?
        • O que ta rolando?
        • O que deveria acontecer agora?
        • O que você sabe sobre__________?
        • Você acredita em___________?
        • Em que você acredita?
        • Não entendi direito você pode me explicar melhor?
        • Mostre-me como isso se encaixa em seus planos?
        • Você pode me dar um exemplo?
        • O que responsabilidade significa pra você?
        • Significa o mesmo em casa que aqui no campo?
        • Você acredita nisso só aqui ou em outras situações?
    • Passo 02 – Lidar com o “Sistema de comportamento” atual. Consciência das ações é importante. O que uma pessoa esta fazendo pode ser mudado para melhorar os sentimentos.
      • Pergunte, – “O que você esta fazendo agora?”

Alternativas e questões de suporte;

  • Quando voce faz isso, como você se sente?
  • Quando você se sente assim, o que você esta pensando?
  • Se ele tivesse te xingado, o que você faria?
  • Quando você tem medo em que pensa? O que você faz?
  • Quando você pensa assim o que normalmente faz?
  • Como você reconhece que esta indo na direção que você quer?
  • Como você se sentiu quando ele (a) te fez isso?
  • Passo 03 – Fazer com que o participante use o “Sistema de Avaliação”. Peça para o participante fazer um julgamento de valor de seu comportamento, ao invés de você julgá-lo. Se você vê um comportamento como problema, mas o participante não ele (a) não vai fazer um esforço para mudar. Isso também reduz e evita brigas pelo poder que originam de instrutores avaliando e rotulando participantes e seus comportamentos.
    • Pergunte, – “O que você esta fazendo, esta funcionando?”

Alternativas ou questões de suporte.

  • Funcionou? Ajudou?
  • Como esta indo?
  • Era ai que você queria chegar?
  • Você esta satisfeito com a maneira que as coisas aconteceram?
  • O que você faria diferente?
  • Você quer ajuda?
  • Você esta a fim de trabalhar isso?
  • Passo 04 – Ajudar o participante a olhar para o “Mundo de Qualidade” e fazer um plano. Trabalhe com o participante para que ele faça um plano para chegar mais perto do “Mundo de Qualidade”. O plano precisa ser feito por ele, ser especifico, simples e realista.
    • Pergunte, – “O que você quer? Podemos fazer um plano?”

Alternativas ou questões de suporte.

        • Qual é seu objetivo?
        • Como um bom curso pareceria pra você?
        • Quando você decidiu______onde você queria chegar?
        • O que você sente falta na sua vida hoje?
  • Comprometimento – faça um plano de uma maneira que você cheque-o e faça follow ips. Vá e use as 4 perguntas anteriores. Dê seu apoio durante o tempo todo. lembre-se que ela esta fazendo o melhor para suprir suas necessidades.
  • Não aceite desculpas – Elimine as discussões sobre desculpas esfarrapadas. Não pergunte: “Porque você não fez isso? Não desista quando você acha que pode fazer isso.
  • Não punaPunições removem responsabilidades do participante. No entanto, não remova conseqüências naturais. O participante precisa perceber que é responsável por si e isso necessita tempo e consistência.

Veja Também: Influência sem Autoridade

BIBLIOGRAFIA

Administração de Liderança – Willian Glasser

Teoria da Escolha – Willian Glasser

Escolas sem Fracassos – Willian Glasser

Control Theory in the Classroom – William Glasser, M.D.

(New York: Harper Collins Publishers) 1986.

Saúde mental ou doença mental? – Willian Glasser

The quality School Teacher – William Glasser, M. D.

(New York: Harper Collins Publishers), 1993

Using Realty Therapy, Robert Wubboldng

(New York Harper & Row), 1988

THE WILLIAN GLASSER INSTITUTE

22024 Lassen Street, #118

Chatsworth, CA 91311

Telephone (800) 899-0699, (818) 700-8000

Fax (818) 700-0555

Wginst@earthlink.net

http://www.wglasser.com


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ARTIGO POR: Fernando Zara EM junho - 7 - 2010 Trabalhos & Expedições

Sensação térmica é a temperatura virtual ou a combinação da temperatura com outros fatores meteorológicos, como o vento, que representa com mais precisão o impacto das condições do tempo sobre o nosso organismo.

O estudo da influência da velocidade do vento, combinada com o valor da temperatura do ar, foi iniciado ainda na década de 30, na Antártida, pelo cientista americano Paul Siple. Siple fez experiências com recipientes plásticos cilíndricos cheios de água em temperaturas diversas, expostos às diferentes condições de temperaturas do ar e velocidades do vento. Marcando o tempo em que a água demorava para congelar, ele conseguiu estimar a quantidade de calor dissipada pela ação dos elementos meteorológicos e, com isso, conseguiu estabelecer uma equação relacionando a perda de calor do corpo humano com a pele seca em relação a estes dois elementos: temperatura do ar e velocidade do vento.

Sensação Térmica

Posteriormente, com base na equação de Siple, foi desenvolvida a relação entre a temperatura ambiente, a velocidade do vento e a temperatura da pele seca do ser humano, dando como resultado um novo valor de temperatura, a qual foi denominada de “sensação térmica”, que, tecnicamente, é conhecida como Temperatura Equivalente de Windchill (Tw). A sensação térmica representa, portanto, a temperatura que sentimos quando estamos expostos a determinadas condições de temperatura do ar e de velocidade do vento.

A sensação térmica é também conhecida como efeito de Windchill.

Conheça um pouco mais:

Polartec®


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ARTIGO POR: Fernando Zara EM junho - 7 - 2010 Artigos Técnicos

Quando se escala uma via grampeada, não se tem muita opção quanto aos pontos de proteção. Utiliza-se os materiais de caráter permanente já instalados na superfície rochosa para garantir a segurança durante a progressão. Mesmo assim, ainda existe a possibilidade de se trabalhar esses pontos para aperfeiçoar a segurança.

Nesse sentido uma pessoa que guia uma via deve ter em mente que nem sempre o sistema de costuras que minimiza o tamanho potencial da queda é o mais eficiente.

Deve-se pensar principalmente na potencialidade da queda no trecho que se esta escalando. Que Influencia um determinando ponto de costura sofre na medida  em que se progride e também na segurança do participante.

Numa via que a grampeação ou peças de proteção se alinham em uma única reta, pode-se empregar costuras com fitas curtas a fim de minimizar o tamanho potencial da queda em todos os trechos.

No entanto, em uma via com muitas curvas, costuras com fitas curtas provocarão angulação na corda, criando com isso um atrito de arrasto muito grande na medida em que segue a progressão. Este arrasto pode se tão grande que ao final de uma enfiada a carga pode equivaler ao peso de 10 ou 12 kg.

Na maioria das vezes acaba sendo mais seguro a utilização de fitas mais longas que mesmo aumentando o tamanho da potencial queda, diminui a angulação reduzindo o atrito.

É importante lembrar que nem sempre o conquistador da via consegue ser competente como grampeador. Muitas vias possuem grampos mal posicionados. É importante que os escaladores, principalmente os guias, esteja atento para minimizar os riscos na hora da queda.

Outra observação, nos finais de travessia, caso haja um grampo no ponto onde a via volta a subir (ou próximo dele) e, se o guia estiver dominando as dificuldades da seqüência, nem sempre é bom costurar. Isso porque, caso costure, o participante terá que escalar esse trecho com a corda de segurança lateral, isto é, a potencialidade da queda será em pêndulo.

O fato de não costurar o grampo do ponto de inflexão da via faz com que a corda tenda a vertical (ou pelo menos diagonal), minimizando o risco do participante.

Quando se está utilizando materiais móveis, o guia deve prestar atenção não apenas a colocação em si, mas também no sentido que as peças serão exigidas em umapotencial queda, isso se aplica a progressão também.

Um material mal instalado pode sair da fenda com o simples balanço da corda provocado pelo guia na medida em que progride na via. Também se deve levar em consideração o problema já citado de angulação.

A instalação de materiais móveis deve ser executado em um posicionamento confortável. Sempre é bom instalar uma peça consistente antes das seqüências difíceis. Nunca é bom tentar instalar peças durante a execução de seqüências chaves, pois o desgaste físico será sempre maior.

Nas vias em que as possibilidades de colocação de proteções são pobres ou não consistentes deve-se instalar materiais sempre que isso for possível. Obviamente algumas peças não foram feitas para segurar cargas muito elevadas, mas ainda assim servem para dissipar a energia da queda.

Veja Também:

Equipamentos de Proteção em Fenda

Fonte: Apostila de escalada – Makoto Ishibe.

Foto Capa: Andrew Burr.

Fotos: Cory Richards – Kate Brown escalando “The Tombstone (5.13) Moab, UT.

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ARTIGO POR: Fernando Zara EM junho - 1 - 2010 Artigos Técnicos

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